sexta-feira, 18 de maio de 2012

COLCHA DE RETALHOS: A ARTE QUE CURA.


FILMES E A ARTETERAPIA

COLCHA DE RETALHOS: A ARTE QUE CURA.


O filme lançado em 1995 nos Estados Unidos relata o universo feminino de costureiras e suas histórias interiores e exteriores.


Finn é uma jovem que tem dificuldades de fazer escolhas que está em um momento importante da sua vida: está prestes a se casar e acabar sua tese de mestrado (do qual mudou de tema algumas vezes) de mulheres de diferentes culturas que fazem trabalhos artesanais. Mas não tem tanta certeza de que realmente quer se casar.


Diante desses momentos resolve ir para a casa de sua avó Jaci e sua tia Gladi por três meses. Lá as 7 mulheres se reúnem por ano e tecem uma colcha de retalhos e o tema escolhido para este ano foi "Onde Mora o Amor", sendo um presente de todas para seu casamento.

A confecção da colcha foi arteterapeuticamente falando um caminho saudável para aquelas mulheres reencontrem, elaborarem e assim transformar suas histórias, repletas de símbolos e afetos vivenciadas por cada uma.

Ao tecer a colcha  as mulheres tecem suas histórias de amores. Sua mãe passou uma imagem negativa sobre o casamento do qual influenciou Finn a ter dificuldade, lá ela ouve outras histórias que de alguma forma a influenciam para fazer escolhas em sua vida e inclusive de sua própria mãe, que se arrepende da forma como pensava sobre o casamento.


Uma das histórias permeiam ss irmãs (avó e tia de Finn) que contam a história de traição que aconteceu quando sua avó estava passando por um momento difícil com o marido internado se envolvendo com o marido da irmã do qual era próximo. A irmã em atitudes de dores ao descobrir quebra vários objetos, dos quais depois de quebrados são reconstruídos como um grande mosaico de cacos (pedaços quebrados) nas paredes de sua casa. A colcha permitiu que Gladi falasse, relembra-se sua dor, colocasse ali na colcha a reconstrução de sua história e assim se livrasse dela, pois o filme mostra a irmã quebrando o que havia construído da parede através de sua dor, mostrando que havia passado aquela história, estava curada dela.

"Os jovens amantes procuram a perfeição, velhos amantes aprendem a arte de unir retalhos e descobrem a beleza na variedade das peças...". (trecho do dialogo do filme)


Houve uma ventania (representado a confusão interior que Finn estava passando), onde sua tese toda voou, lhe deixando a opção de refazer uma nova história ou recolher as partes dela e construí - lá de novo. Representando sua relação de infidelidade com um jovem da cidade que lhe oferece morangos símbolo da paixão proibida.


O símbolo do corvo também está presente na história de Ana, mais uma bordadeira, representando a garra e a perseverança da mulher negra. Quase chegando ao final da história o corvo retorna só que na vida de Finn com a mesma função da história que teve em Ana, de mostrar seu verdadeiro amor, seu noivo de que escolhe ficar.
Que alias ambas são envolvidas pela colcha mostrando na vida dela onde o amor mora.
Compartilhando postagem de Roberta Burlamaque do blog http://arteterapiartecomterapia.blogspot.com.br





Um comentário:

Roberta Burlamaque disse...

Eloísa esse filme é brilhante, um recurso muito amplo dentro do campo da arteterapia.
Obrigada por compartilhar com um seus seguidores e visitantes!!!

Espero te ver no Congresso de Natal!
Grande beijo!!!

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