quarta-feira, 28 de julho de 2010

"Conheça todas as teorias
Domine todas as técnicas
Mas quando tocares uma alma humana,
seja apenas outra alma humana."
                        C.G.Jung

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Hiperatividade


DDA/H (DISTÚRBIO DO DÉFICIT DE ATENÇÃO/HIPERATIVIDADE)

 

O que é o DDA/H?

   O DDA/H é um distúrbio neurobiológico crônico, quer dizer, de longa duração, podendo persistir por toda a vida da pessoa, que tem início na infância, que compromete o funcionamento da pessoa em vários setores de sua vida, e que se caracteriza por três grupos de alterações: hiperatividade, impulsividade e 

desatenção. 

O que se entende por hiperatividade?

 

    Hiperatividade é, como o nome indica, o aumento da atividade motora. A pessoa hiperativa é inquieta, está quase constantemente em movimento.

    Se é criança, os professores descrevem que ela se levanta da carteira a todo instante, mexe com um ou com outro, fala muito. Parece que é elétrica, ou que está com um motorzinho ligado o tempo todo.

    Raramente consegue ficar sentada, mas se é obrigada a permanecer sentada, se revira o tempo todo, bate com os pés, mexe com as mãos, ou então acaba adormecendo.

    Dificilmente consegue se interessar por uma brincadeira em que tenha que ficar quieta, mas pelo contrário está sempre correndo, subindo em móveis, árvores, e freqüentemente em locais perigosos.

    Às vezes, nem para comer essa criança consegue sentar, quanto mais para assistir a um programa de televisão ou ler um livro ou uma revista.


O que é impulsividade?

 

    Impulsividade é a deficiência no controle dos impulsos. Podemos entender impulso como a resposta automática e imediata a um estímulo. Por exemplo, se vemos alguma coisa apetitosa, queremos possuí-la. Se alguém nos incomoda ou agride, nosso impulso é afastá-lo ou revidar, agredindo-o de volta.

    Se observarmos uma criança pequena, fica fácil termos uma idéia do que é impulsividade, porque nessa fase a criança naturalmente ainda não desenvolveu nenhum controle dos seus impulsos.

    Somente à medida que a criança cresce é que a educação vai criando freio interno, através de um processo de inibição da resposta imediata.

    É como se, nesse aspecto, a pessoa com DDA/H permanecesse criança, no sentido que suas reações quase sempre são imediatas, sem reflexão.


E a desatenção, como se apresenta no DDA/H?

    A pessoa com DDA/H não consegue manter a concentração por muito tempo, daí que, se começar a ler um livro, na metade da página não consegue lembrar o que acabou de ler. Numa conversa são capazes de perder o fio do assunto. A desatenção é responsável por erros tolos que o estudante comete em matérias que ele seguramente domina, mas que no momento da prova sua atenção caiu.

    Outras vezes, qualquer estímulo é capaz de desviar a atenção dessas pessoas. Assim é que numa aula, por exemplo, basta passar alguém no corredor ou acontecer um ruído na rua para deixar a pessoa perdida em relação ao que está sendo falado pelo professor.

    Algumas vezes a pessoa com DDA/H não é capaz de dar um recado, simplesmente por não se lembrar disso no exato momento em que encontra a pessoa que deve receber o recado.

    Comumente também essa pessoa sai de uma parte da casa para outra a fim de pegar algo, mas ao lá chegar não consegue recordar o que foi procurar.

    O que falha nessas pessoas é um tipo de memória denominada memória de curto prazo ou memória operacional.


O que causa o DDA/H?

   A rigor, não se conhece ainda a causa precisa. Porém, estudos recentes, utilizando técnicas de neuro-imagem, têm revelado que existe uma menor atividade na parte mais anterior do cérebro, chamada de córtex pré-frontal, especialmente no lado direito do cérebro, e também de certas regiões profundas do cérebro que estão conectadas ao lobo frontal.

   Outros trabalhos têm mostrado a maior incidência de DDA/H quando a mãe faz uso de álcool ou fumo na gravidez e quando a criança nasce com baixo peso.


Quais são os sinais de desatenção que o DSM-IV
 menciona?

    A pessoa apresenta com freqüência (não apenas uma vez ou outra) as características abaixo:

    (a)    Deixa de prestar atenção em detalhes e comete erros por descuido em atividades escolares, no trabalho, ou em outra atividades.

    (b)   Tem dificuldade para manter a atenção em tarefas ou jogos. (Muitas pessoas com DDA/H jamais leram um livro até o final)

    (c)    Parece não escutar quando lhe dirigem a palavra. (As mães e esposas acham até que a pessoa é surda)

    (d)   Não segue instruções e não termina deveres escolares, tarefas domésticas, ou deveres profissionais.

    (e)    Tem dificuldade para organizar tarefas e atividades.

    (f)     Evita, antipatiza ou reluta em envolver-se em tarefas que exijam esforço mental constante, como tarefas escolares ou deveres de casa. (O estudante com DDA/H quase nunca consegue fazer os deveres por conta própria, e os adia até a última hora)

    (g)    Perde coisas necessárias para tarefas ou atividades, por ex., brinquedos, lápis, livros. (Nunca sabem onde guardaram as coisas)

    (h)    Distrai-se por estímulos alheios à tarefa. (Basta às vezes o menor ruído que a pessoa perde o que estava fazendo ou escutando)

    (i)      Apresenta esquecimento nas atividades diárias. (Quando recebem um recado, dificilmente transmitem corretamente. Se se lhes pede para comprar duas ou três coisas fatalmente alguma vai ser esquecida)


E quais são os sinais de Hiperatividade

 

    A pessoa apresenta com freqüência (e não apenas ocasionalmente) as seguintes características:

    (a)    Agita as mãos ou os pés ou se remexe na cadeira. (É característico o balançar constante das pernas ou o bater com a ponta dos pés no chão)

    (b)   Abandona sua cadeira na sala de aula ou em outras situações em que deveria permanecer sentado.

    (c)    Corre ou sobe demais , de forma não apropriada. Em adolescentes e adultos pode se limitar a uma sensação subjetiva de inquietação.

    (d)   Está “a mil” ou age como se estivesse “a todo vapor”. (Nossas avós diziam que a criança parecia que tinha “bicho no corpo inteiro”, que por vício de linguagem acabou terminando em “bicho carpinteiro”)

    (e)    Fala em demasia. (Essas pessoas são maus ouvintes, mas por outro lado são a alegria de uma reunião porque nunca deixam ter um minuto de silêncio)


Sinais de Impulsividade

   A presença freqüente dos sinais:

   (a)    Dá respostas precipitadas antes de ouvir a pergunta inteira.

   (b)   Tem dificuldade para esperar sua vez. (Dizem que o verbo esperar não existe no dicionário dessas pessoas. Não conseguem esperar numa fila de banco, ou quando estão dirigindo um carro. È difícil também que esperem o melhor momento para falar sua opinião, ou para tomar uma decisão qualquer)

   (c)    Interrompe ou se intromete em assuntos dos outros, como conversas ou brincadeiras de outras pessoas.

 

 

Que outros distúrbios se parecem com o DDA/H e podem então serem confundidos com ele?


    Ao avaliar uma pessoa na intenção de fazer diagnóstico de DDA/H, o profissional tem em mente algumas outras condições que podem se confundir com esse distúrbio.

    I.     Situações familiares desfavoráveis, como por exemplo, um casal em briga ou em vias de separação, ou a existência de um pai alcoolista, podem ser a causa para uma criança se apresentar desatenta e inquieta.

    II.   Dificuldades sensoriais, como uma diminuição da audição ou da visão, às vezes ainda não detectadas, são capazes de deixar uma criança desinteressada e desatenta, e até mesmo inquieta.

    III.O uso de certos medicamentos, como certas substâncias usadas para tratar asma ou alergias, também podem provocar hiperatividade. O mesmo se dando com certas intoxicações.

    IV.  Uma pessoa pode ser desatenta, ou então muito inquieta e impulsiva em conseqüência de sofrer de doenças da glândula tiróide.

    V.  Alguns distúrbios psiquiátricos, como a depressão, o distúrbio bipolar, os quadros de ansiedade, com freqüência se confundem bastante com o DDA/H.

Paralisia Cerebral

PARALISIA CEREBRAL

 

Atualmente, o termo Paralisias Cerebrais (P.C.) vem sendo usado como o significado do resultado de um dano cerebral , que leva à inabilidade, dificuldade ou o descontrole de músculos e de certos movimentos do corpo. O termo cerebral quer dizer que área atingida é o cérebro (sistema Nervoso Central - S.N.C) e a palavra paralisia refere-se ao resultado do dano ao S.N.C., com conseqüências afetando os músculos e sua coordenação motora.

 

    Paralisias cerebrais não são doença, mas uma condição médica especial (que freqüentemente ocorre em crianças), antes, durante ou logo após o parto, e quase sempre é o resultado da falta de oxigenação ao cérebro. As crianças afetadas por Paralisias Cerebrais têm uma perturbação do controle de suas posturas e dos movimentos do corpo, como conseqüência de uma lesão cerebral.


Saiba que:

      A Paralisia Cerebral não é contagiosa.

     A pessoa portadora de Paralisia Cerebral tem inteligência normal, a não ser que a lesão tenha afetado áreas do cérebro responsáveis pelo pensamento e pela memória.

      Se a pessoa portadora de Paralisia Cerebral tiver sua visão ou audição prejudicada pela lesão, terá dificuldades para entender as informações como normalmente são transmitidas; Se o controle da fala for atingidos, terá dificuldades para comunicar seus pensamentos ou necessidades. Quando tais fatos não são observados, a pessoa portadora de Paralisia Cerebral pode ser erroneamente classificada como deficiente mental ou não inteligente.

     Homens e mulheres portadores de PC podem ter filhos como qualquer outra pessoa. As características dos óvulos e dos espermatozóides, bem como a estrutura dos órgãos reprodutores, não são afetados pela lesão cerebral.


Causas peri-natais:

     Falta de oxigênio ao nascer (o bebê demora a respirar, lesando parte(s) do cérebro);

     Lesões causadas por partos difíceis, principalmente a dos fetos muito grandes de mães pequenas ou muito jovens (a cabeça do bebê pode ser muito comprimida durante a passagem pelo canal vaginal);

     Trabalho de parto demorado;

    Mau uso do fórceps, manobras obstétricas violentas;

     Os bebês que nascem prematuramente (antes dos 9 meses e pesando menos de 2 quilos) têm mais chances de apresentar Paralisia Cerebral.


Causas pós-natais

    Febre prolongada e muito alta;

    Desidratação, com perda significativa de líquidos;

    Infecções cerebrais causadas por meningite ou encefalite;

     Ferimento ou traumatismo na cabeça;

     Falta de oxigênio por afogamento ou outras causas;

    Envenenamento por gás, por chumbo (utilizado no esmalte cerâmico, nos pesticidas agrícolas ou outros venenos);

    Sarampo;

    Traumatismo crânio-encefálico até os três anos de idade.


Prevenção:

     Muitos casos de Paralisia Cerebral podem ser evitados através de campanhas educativas, visando os futuros pais e profissionais que lidam com a gestante, a parturiente e o bebê. É importante a presença de um médico pediatra (neo-natologista) na sala de parto.

    Antes de pensar em ter filhos, o casal deve passar por exames médicos para detectar a possibilidade de problemas hereditários e a incompatibilidade sangüínea.

    Ao engravidar, a mulher deve ir periodicamente ao médico, procurar alimentar-se bem, evitar o álcool, o fumo e não tomar remédios sem consultar o médico.

     Vacinar o bebê e evitar qualquer situação de risco é essencial para uma saúde perfeita.


Partes do corpo afetadas:

    A Paralisia Cerebral atinge diversas regiões do cérebro.

    Dependendo de onde ocorre a lesão e da quantidade de células atingidas, diferentes partes do corpo podem ser afetadas, alterando o tônus muscular, a postura e provocando dificuldades funcionais nos movimentos.

    Pode gerar movimentos involuntários, alterações do equilíbrio, do caminhar, da fala, da visão, da audição, da expressão facial. Em casos mais graves pode haver comprometimento mental.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Arte terapia pode auxiliar no tratamento/cura de algumas doenças


A arte terapia auxiliar no tratamento/cura de:
-Depressão
-Alzeheimer
-Estresse pós traumático
-Autismo
-Transtornos alimentares
-Distúrbios de ansiedade
-Esquizofrenia
-Algumas lesões neurológicas,entre outras.
Em todas estas enfermidades a arte terapia ajuda a elaboração de traumas,reduz a ansiedade e auxilia na simbolização de conflitos que estão afetando os pacientes.
Existe uma recomendação de se usar arte terapia em crianças hospitalizadas por qualquer tipo de razão,para aliviar o estresse que a internação causa.
Pesquisas científicas mostram bons resultados na recuperação de algumas lesões neurológicas,em especial as seqüelas de traumatismo craniano,avc e paralisia cerebral.
Em geriatria há uma recomendação do seu uso como instrumento de melhora de qualidade de vida,melhora do humor e estímulo das funções cognitivas cerebrais.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

A arte terapia com idosos

                                          foto tirada do blog:  http://scmsousel.blogspot.com/
                                                   imagem tirada do blog    http://centrodia.blogspot.com
A arte terapia pode ser um ótimo instrumento de trabalho com idosos,pois por seu aspecto lúdico proporciona as pessoas que estão nesta fase da vida,expressar seus sentimentos,emoções,medos e angústia,em relação ao seu processo de envelhecimento.
Através da arte,o idoso pode resgatar situações de vida que não foram devidamente elaboradas,e a partir dos recursos artísticos e expressivos,pode configurara tais situações e elaborá-las e integrá-las a sua consciência.
Fazer e vivenciar arte promove relaxamento,rebaixamento do nível da ansiedade,inquietude,impaciência e angústia-que é normal no indivíduo idoso.
É uma oportunidade de ser escutado,de receber atenção,que em muitos casos é o que muitos idosos precisam.  
É também uma forma de lazer,onde o idoso preenche o tempo de forma prazerosa
Resgatam sua auto estima,pois são capazes de pintar,desenhar,modelar...
.

sábado, 15 de maio de 2010

O desenho livre e o desenho dirigido

Desenho livre
No desenho livre,ao contrário do desenho de cópia,a pessoa está colocando a sua atenção não na realidade externa e sim,na sua realidade interna.
É um trabalho livre ,que vai surgir a partir da emoção,do que lhe vier a mente.
A pessoa acessa a sua realidade interna,o seu inconsciente,algo que está pronto para emergir naquele exato momento  e com seu processo de vida.



Desenho dirigido
São os desenhos onde se propõe um tema.
No caso de arte terapia,o arte terapeuta direciona com um objetivo específico(ou seja,ligado a alguma situação específica por que passa aquela pessoa.)
Será um tema que mobilize emoções que possam estar bloqueadas e que precisam vir a tona para serem integradas a consciência.

Não se utiliza aqui a interpretação dos desenhos.
A pessoa é estimulada a falar sobre o seu desenho.
Cria-se um diálogo entre a pessoa e o seu desenho.

Apesar dos aspectos intelectuais estarem presentes nos desenhos,os fatores emocionais aparecem de uma forma mais relevante que estes.
O desenho é um reflexo da personalidade de seu autor.

O desenho de cópia

No desenho feito a partir de uma cópia a atenção está voltada para a realidade externa.Observando-a e absorvendo a realidade exterior.
Utilizar o desenho de cópia é excelente quando é necessário:
Direcionar a atenção,focar em algo.(O traço e o contorno dão o direcionamento.)
Exige atenção,concentração,objetividade.Desenvolvendo dessa maneira a apreensão e direcionamento para o mundo externo.
Em arte terapia (o desenho de cópia)é indicado para pessoas:
* Muito sonhadoras,que vivem fantasiando,devaneando.
* Para as muito perfeccionistas,com um¨eu crítico¨muito forte.
* Para aqueles que se cobram demais.
* Com dificuldade de dar um direcionamento na vida.
Porque?
O não fazer igual ao modelo causa irritação,desconforto,inquietação,ansiedade...
É a exigência da pessoa de não errar.
Ao realizar este trabalho,ela entra em contato com suas dificuldades e com seu alto grau de exigência.
O trabalho de cópia obriga a pessoa a centrar-se no objeto externo,perceber a realidade tal como ela é,além de estimular o respeito ao que o outro fez.
Também é um ótimo   exercício para se trabalhar limites,pois existe uma regra a seguir,não poder ultrapassar os limites da obra copiada.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Desenho

No desenho é necessário ver, aprender a olhar as coisas e processar as informações visuais.No desenho pode-se usar giz de cera,pastel a óleo,pastel seco,lápis de cor,hidrocor,carvão,lápis grafite...porém todos esses tipos de material têm significados terapêuticos semelhantes.








GIZ DE CERA:
E´um material firme,fácil de manusear e que estabelece uma correlação da mão com o olho,favorecendo a coordenação motora,mais do que outras técnicas.
Recomendável para pessoas que estão :
-Deprimidas
_Chorosas
-Com tônus vital rebaixado (Exige maior atenção e esforço,levantando o nível de energia para que a pessoa possa desenhar)






´PASTEL A ÓLEO:
O pastel a óleo é um material muito utilizado em arte terapia,pois sua base de óleo possibilita deslizar mais facilidade no papel,correspondendo com o fluir de emoções e sentimentos.Além de ser mais fácil de usar,promove cores fortes e profundas,como também se desejar,tons mais suaves.




PASTEL SECO:
O pastel seco oferece uma grande variedade de cores.
Depois de realizado o trabalho passa-se o spray fixador para fixar o desenho.
O pastel seco tende a enxugar as emoções.








 


FUSAIN -(carvão):
O fusain é ótimo para trabalho de cópia assim como lápis grafites especiais.
São materiais que oferecem mais segurança e controle,além de poder apagar em caso de erro.

Fonte:ARTE e TERAPIA-livro de Patrícia Rose Teixeira Moreira
                                                                                                                          

quarta-feira, 12 de maio de 2010

o desenho como modalidade na arte terapia






Fonte;http://www.fen.ufg.br/revista/revista8


O desenho como modalidade da arteterapia, objetiva a forma, a precisão, o desenvolvimento da atenção, da concentração, da coordenação viso-motora e espacial. Também concretiza alguns pensamentos e exercita a memória. O desenho está relacionado ao movimento e ao reconhecimento do objeto, tendo a função ordenadora (VALLADARES, 2004a; 2004b).
FRANCISQUETTI (2005a; 2005b) explica que a leitura dos desenhos sinaliza as palavras que não podem ou não conseguem ser ditas pelas crianças. Sendo que as aferências de comunicação não-verbais se transformam em processo cognitivo, e são importantes de serem comparadas em diferentes momentos para perceber as mudanças externas, como também internas as crianças.
No caso das crianças, o adoecimento favorece alterações na sua vida, como um todo, podendo, muitas vezes, desequilibrar seu organismo interna e externamente, o qual, em conseqüência disso, gerará um bloqueio no processo de desenvolvimento saudável das crianças, especialmente se a doença for longa e duradoura (WHALEY & WONG, 1999; ANGERAMI-CAMON, 2002; DIAS et al, 2003).
O desenvolvimento infantil é um processo complexo, que envolve as diferenças individuais e as específicas de cada período, como mudanças nas características, nos comportamentos, nas possibilidades e nas limitações de cada fase da vida, indistintamente. A singularidade das crianças lhes é conferida por influências de seu ritmo próprio de desenvolvimento e por características pessoais que as diferenciam das demais (WHALEY & WONG, 1999).
Conforme SIGAUD & VERÍSSIMO (1996), o período que vai de sete aos dez anos de idade, objeto de estudo deste trabalho, e que se convencionou chamar de escolar, é decisivo para a estruturação harmoniosa do indivíduo. Nesta etapa, ocorrem transformações significativas nos vários aspectos cognitivos, socioemocionais e da comunicação gráfica. O raciocínio da criança esta fase esta mais lógico, compreende melhor os fatos (WHALEY & WONG, 1999); ademais, a criança, neste período, amplia suas relações, distanciando-se do convívio familiar, movendo-se em direção ao contexto social e aos grupos de pares e passa a ser menos egocêntrica (SIGAUD & VERÍSSIMO, 1996).
Em relação ao desenvolvimento evolutivo da arte infantil, segue seu percurso paralelo ao desenvolvimento geral da criança. Vários autores abordam as teorias do desenvolvimento gráfico infantil, no entanto, teóricos como Luquet (MEREDIEU, 2000) e Lowenfeld (LOWENFELD & BRITTAIN, 1977) tiveram papel fundamental na construção do alicerce de entendimento da produção gráfica das crianças, sendo largamente utilizadas na atualidade. Para a fase do escolar, Luquet descreve o realismo intelectual, dos 4 a 10 anos e o realismo visual, dos 7 aos 9 anos. Lowenfeld propôs em seus trabalhos os estágios de esquemático, dos 7 aos 9 anos e realismo, dos 9 aos 11 anos (LOWENFELD & BRITTAIN, 1977 e MEREDIEU, 2000).
Na concepção de Luquet, o estágio do realismo intelectual contém algumas características que se assemelham ao pensamento de Lowenfeld para a fase esquemática e apresentam algumas características de destaque que serão expostas a seguir:





















- A criança não representa o real, mas sobretudo o que sabe sobre o objeto;
- Aparecem os planos deitados (axial e irradiante), mas não há o compromisso formal com a perspectiva. A criança usa a descontinuidade, o rebatimento, a transparência, a planificação e a mudança de pontos de vista;
- A representação espacial amplia-se, surgindo a linha de base (real ou implícita) que simboliza a superfície em que as coisas são colocadas; em outras vezes, serve para representar o horizonte da paisagem;
- A partir dos sete anos a criança mostra mais claramente em seus desenhos as influências das mediações sociais, históricas e culturais. Seu cotidiano aparece mais claramente nesse universo representativo de pessoas, animais, brinquedos, objetos, natureza, produções culturais e sociais de sua época, como televisão, histórias em quadrinhos, desenho, jogos, brincadeiras.
Na teoria de Luquet, o estágio do realismo visual apresenta algumas características de destaque e semelhantes à teoria de Lowenfeld, na fase naturalista, expostas a seguir:
- Dos desenhos surgem a perspectiva e se submetem às suas leis, criando, assim, planos e sobreposições. Nesse estágio, a criança começa a unir as duas linhas, usa cores mais vivas no primeiro plano e mais baixas nos outros, criando a ilusão de profundidade e primeiro plano. A linha de base e o céu permanecem, mas ainda não estão presentes a luz, a sombra e a tridimensionalidade, é apenas seu início;
- A criança simboliza o objeto de acordo com sua aparência visual. Nessa fase, há a tendência da reprodução da realidade para os objetos, personagens, elementos da natureza, locais etc. A cor também é realista; ela substitui a transparência pela opacidade e suprime os detalhes invisíveis do objeto;
- Aumenta a busca por detalhes, preocupa-se com o acabamento e aparecimento de novas formas. Conseqüentemente, aparecem as linhas de contorno e o esquema corporal torna-se mais completo.
Em fases anteriores ao do escolar, para os autores citados anteriormente, aparecem as fases de garatuja, significando a representação de movimentos aleatórios ou círculos isolados; e a fase pré-esquemática caracterizada pela formação da imagem corporal e a mandala sem linha de chão.
Verificam-se novas e diferentes formas de desenvolvimento e, nesse sentido, LOWENFELD & BRITTAIN (1977) dizem-se convencidos de que a arte deve, certamente, apoiar a expressão individual e o pensamento criador da criança. Caso seja bloqueado a desenvolvimento normal da criança, este se refletirá também no seu desenvolvimento gráfico, pressume-se que os conteúdos das produções simbólicas ao serem analisados registravam os momentos afetivos das crianças. A criança ao produzir imagens está produzindo a si mesma seu mundo físico (sensório motor), mental (cognitivo), emocional, imaginação, o mundo das idéias, dos sonhos, e da memória.
Perigo no céu

sábado, 8 de maio de 2010

Trabalho com sucata em arte terapia

Trabalho em sucata feito por Leonardo Rossi



Material aparentemente sem utilidade,que seria jogado no lixo.
Material descartado pela sociedade.Em arte terapia,o trabalho com sucata,além do fator ecológico,demonstra:
-O valor das pequenas coisas,grande transformação que acontece e o desafio a criatividade.
É um trabalho que estimula a imaginação,transformando algo que iria para o lixo em algo novo.
EMOCIONALMENTE: Desfazer-se do velho,transformando em nova forma de ver e viver.
A sucata traz o elemento transformação.
É o caos que se apresenta com a possibilidade de:
Ordenação,reorganização e construção de algo novo.
Por analogia podemos lidar internamente com nosso "lixo",usando as partes que não nos agradam.
"Sucata é um nada que pode vir a ser tudo."
De grande potencial terapêutico,ao estarmos em contato com materiais descartados que iriam para o lixo,nos remetemos aos nossos lixos internos,aos aspectos negativos e,desagradáveis negados por nós mesmos e não aceitos pelos outros.
Em contato com tais aspectos,podemos ter a oportunidade de enxergá-los,de percebê-los,de confrontarmos e integrá-los a nós.E ou transformá-los.
Temos em nós aspectos mais e menos,e não adianta negar os menos,pois eles continuam dentro de nós,repercutindo em nossas atitudes e comportamentos.

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