quinta-feira, 26 de abril de 2012

MILHO DE PIPOCA – Rubem Alves


Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho para sempre.

Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo, fica do mesmo jeito a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosa. Só que elas não percebem e acham que seu jeito de ser é o melhor jeito de ser. Mas, de repente, vem o fogo.
O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos: a dor.

Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, o pai, a mãe, perder o emprego ou ficar pobre.
Pode ser fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão ou sofrimento, cujas causas ignoramos.
Há sempre o recurso do remédio: apagar o fogo! Sem fogo o sofrimento diminui. Com isso, a possibilidade da grande transformação também. Imagino que a pobre pipoca fechada dentro da panela, lá dentro cada vez mais quente, pensa que sua hora chegou: vai morrer. Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar um destino diferente para si.
Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada para ela. A Pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo a grande transformação acontece: BUM! E ela aparece como uma outra coisa completamente diferente, algo que ela mesma nunca havia sonhado.

Bom, mas ainda temos o piruá, que é o milho de Pipoca que se recusa a estourar. São como aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem. A presunção e o medo são a dura casca do milho que não estoura. No entanto, o destino delas é triste, já que ficarão duras a vida Inteira. Não vão se transformar na flor branca, macia e nutritiva. Não vão dar alegria para ninguém.
Do livro: “O amor que acende a lua”, de Rubem Alves

quinta-feira, 19 de abril de 2012

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Autismo em Arte: História de Siobhan


Autismo em Arte: História de Siobhan


Em homenagem ao Dia da consciência do autismo, estamos trazendo de volta Siobhan história dos arquivos. Foi originalmente publicado em 14 de dezembro de 2007.
Minha filha Siobhan é de três anos e pinta com as mãos e dedos. Grande coisa, você está pensando, certo? Na verdade, é um grande negócio. Eis o porquê:
Siobhan foi diagnosticado com autismo na idade de dois anos e meio. Ela é relativamente não-verbal, e logo após seu diagnóstico, ela começou a comer apenas alimentos secos e crocantes. Ela tem um ajuste na banheira quando é hora de sabonete e xampu. Ela grita, se o cão da família lambe sua mão. Basicamente, a minha filha não pode estar a tocar ou até mesmo entrar em contato com nada molhado, viscoso ou mole.
Nós começamos a pintar com um pincel como uma forma de "arte terapia" para tentar levá-la usado para diferentes texturas e, possivelmente, para começar a experimentar novos alimentos. Na primeira, Siobhan só usar um pincel, e qualquer tipo de tinta que tem em suas mãos tiveram de ser imediatamente removidos. Nós fomos sobre como este por algum tempo, porque ela gostou da atividade. Um dia, do nada, ela jogou a escova no chão e começou muito bem misturar as cores com as mãos. Eu não poderia ter sido mais espantado.
Desde aquele dia, nós deixá-la começar a pintar em telas. Ela progrediu rapidamente como um artista pouco, e começou a gesticular, ou mesmo dizer o nome da cor que ela queria seguir para a sua pintura. Ela escolhe suas cores com muito cuidado e coloca um monte de pensamento nele. Se eu cometer um erro e dar a ela a cor errada, ela vai jogar a lona no chão, ou raspar a tinta com as mãos e arremessá-lo. Depois de limpar muitos messes enormes, percebi que se eu segurar as cores na frente de seus dois ao mesmo tempo, ela vai tocar em ou agarrar a cor que ela quer, quando eu chegar a ele. Eu também comecei deixá-la escolher o formato ou tamanho da tela que deseja usar. Quando Siobhan está muito satisfeito com seu trabalho, ela abas as mãos com excitação, o que leva a respingos em muitas de suas pinturas. Ela traz-me o seu avental ou pede "cores" cerca de uma vez ou duas vezes por semana.
Em outubro, foram convidados para quatro pinturas de minha filha para mostrar em Rhode Island (minha cidade natal) na Galeria do Centro de Neurodesenvolvimento de Arte Autismo Projeto. Recentemente, um jornal local fez um artigo sobre Siobhan e suas pinturas originais. A história foi rapidamente apanhada pela Associated Press e depois tudo acabou Flórida e vários outros estados também. Cerca de duas semanas depois, fui contactado pelo programa Bom Dia América. Eles queriam fazer uma reportagem sobre Siobhan. Estávamos tão empolgados que havia uma história positiva sobre o autismo ter um impacto tão grande sobre as pessoas! Eu concordei em deixá-los fazer a história se fosse minimamente invasiva. Minha filha não gosta de luzes artificiais, ruídos altos, ou qualquer coisa fora de sua rotina normal. Um amigo próximo na indústria cinematográfica se ofereceu para fazer a gravação para nós, pois Siobhan já estava muito familiarizada com ele.
Eu alinharam todos tintas Siobhan sobre a mesa da cozinha, toalhetes configurar seu bebê, toalhas de papel e telas. (Ela ainda não gosta de receber muita tinta nas mãos, então eu preciso limpá-los muitas vezes.) Uma vez que foram criados e ela teve sua blusa, ela estava pronta para pintar eo filme começou a rolar!
Mesmo com iluminação mínima e apenas uma câmera criada, Siobhan era desconfortável e distraído. Ela fez duas pinturas durante as filmagens, mas eu poderia dizer que ela estava muito ansiosa, e ela não era para ele ou gostando do jeito que ela normalmente faz, então paramos depois disso.
Na noite seguinte, fui entrevistado no filme. Me pediram para contar a história de Siobhan, como a pintura surgiu, eo progresso que ela fez. Eu falei sobre a nossa loja no Etsy, SiobhansDream, eo que fazemos com o dinheiro que ganhamos com a venda de trabalho de Siobhan. Uma das maneiras que usamos o dinheiro que ela faz é comprar mais suprimentos de arte para ela. Ele também nos ajuda a cobrir os custos de algumas de suas necessidades especiais de dieta, tratamento e terapia. Nós também doar para várias instituições de caridade relacionados com o autismo, para que Siobhan pode ajudar outras famílias como a nossa.
E tudo que eu tenho que dizer para as pessoas que pensam arte-terapia não ajuda é o seguinte: Minha filha usa palavras mais quando ela está pintando, então em qualquer outro momento. E Siobhan - que não ia comer nada que não fosse seca ou crocante, e não tocar em nada molhado ou squishy diferente sua pintura - começou a comer sorvete há algumas semanas.

sábado, 14 de abril de 2012

Educar é preciso!: A ARTE COMO RECURSO PEDAGÓGICO...

Educar é preciso!: A ARTE COMO RECURSO PEDAGÓGICO...: A ARTE é a grande janela para o MUNDO!!! Ela cura! Ela cria! Ela faz viajar por uma estrada cheia de possibilidades! A linguagem subli...

ESPELHO DA VIDA





ESPELHO DA VIDA 
O mundo ao seu redor é um reflexo, um espelho que mostra quem você é. 
O que você acha de bom nos outros, está também em você. 
Os defeitos que você encontra nos outros são os seus defeitos também. 
Afinal, para reconhecer algo, você tem que conhecê-lo. 
As potencialidade que você vê nos outros, são possíveis também para 
você. 
A beleza que você vê ao seu redor, é a sua beleza. 
O que você vê nos outros lhe mostra você mesmo. 
Veja o melhor nos outros, e você será uma pessoa melhor. 
Doe aos outros e estará doando a si mesmo. 
Aprecie a beleza, e você será belo. 
Admire a criatividade, e você será criativo. 
Ame, e você será amado. 
Procure compreender, e será compreendido. 
Ouça, e sua voz será ouvida. 
Ensine, e você aprenderá. 
Mostre ao espelho sua melhor face, e você ficará feliz com o que ele vai lhe 
mostrar. 
Autor desconhecido (http://www.florijane.com.br>Acesso 20 fev. 2005)

 "O homem é espelho para o homem, nós somos imagens para os outros. O espelho é o instrumento de uma universal magia que transforma coisas. Segundo Chevalier & Gheerbrant (1982), o espelho reflete a verdade, a sinceridade, o conteúdo do coração e da consciência. A arteterapia, quando se converte nesse espelho, nos redime e nos converte em instrumento para ajudar aos demais."Alessandra Helene Fortunato

domingo, 1 de abril de 2012

Um conto sobre a importância dos limites


"O principezinho tirano" 
Extraído do blog: http://historiasparaosmaispequeninos.wordpress.com/
Num reino longínquo, uma rainha desesperava-se por não ter filhos.
— Temos de ter um! Temos de ter um! — gemia o rei. 
— Para quem ficará este soberbo reino que me deixou o meu pai, que o recebeu do seu pai, e assim sucessivamente, até à criação do primeiro pai sobre a Terra? A quem entregarei a minha coroa, quando os meus ossos se tornarem velhos e quebradiços, quando estiver cheio de cabelos brancos e tolhido de reumatismo?

— Que quadro tão terrível da velhice me está a pintar, meu amigo! — exclamou a rainha, que também não tinha vontade nenhuma de envelhecer sem filhos. — Mas não deixa de ter razão: precisamos ter uma criança.
A rainha consultou todos os manuais e os médicos mais poderosos e mais sábios. Por fim, graças a um deles, um bebê começou a mexer-se no seu ventre e depois a crescer, tranquilamente, em lindos lençóis.

— Cuidado! — preveniu-os o médico. — Este principezinho será o vosso tesouro, mas não lhe dêem mimo demais. Não tenham pressa em fazer dele um pequeno rei. No entanto, mal o médico virou costas, a rainha pegou logo no pequeno príncipe e começou a enchê-lo de mimos.

— Tu és o meu reizinho, o meu único rei, e os teus desejos são ordens.

Esta frase não caiu em saco roto. Meteram numa redoma aquela criança infinitamente preciosa e, todas as manhãs, uma criada diplomada levava-lhe biberões de leite de burra e mel de abelhas raras. Dormia num colchão de pétalas de rosa colhidas na Abissínia às cinco horas da manhã, e em lençóis bordados a ouro. Para o servirem, uma dúzia de criadas corria de um lado para o outro e dormiam a seus pés. Estava protegido de tudo: da mais leve brisa, do menor sopro, da menor nuvem… Para o aquecerem, tinham construído um sol artificial, que não queimava a pele, mas que fornecia vitamina D. Foi assim que ele cresceu tranquilamente, em silêncio, e cheio de tirania, porque os seus desejos eram ordens e esta frase não tinha caído em saco roto. No dia em que completou sete anos, pareceu conveniente aos pais tirar aquela criança adorada da sua redoma de vidro.

— Meu pequerruchinho, agora já és grande!

— Não sou pequerruchinho nenhum. — disse o príncipe com desdém. — E se quer beijar-me, autorizo-a a que me beije os pés. É quanto basta. Depois, dirigiu-se ao pai nestes termos:

— Ó rei velhote, passa para cá a tua coroa!

O velho rei entregou-lhe a coroa sem dizer uma palavra, porque nunca havia dito “não” ao principezinho, nem quando ele tinha um dia, nem quando ele tinha três meses. Como proibi-lo então de alguma coisa aos sete anos de idade? 

E foi assim que o principezinho se transformou em rei. Um rei tirano de sete anos e alguns dias. Mandou cortar todas as árvores, porque lhe tinha caído uma ameixa na cabeça; mandou estrangular os tentilhões um a um, porque cantavam de manhã muito cedo; mandou prender a rainha sua mãe no 749º andar da mais alta das suas torres, porque ela se tinha atrevido a mandá-lo fazer os seus deveres reais. É o que por vezes acontece quando se é criado numa redoma. O pior é que, apesar dos seus caprichos, ele tinha sempre um rosto infeliz e gritava:

— Sinto-me sozinho!! Estou triste! Ninguém gosta de mim!
Quando viu aquele cortejo de disparates, uma violenta cólera apoderou-se do velho rei sem manto e sem coroa. Uma cólera que parecia um mar enraivecido.

— Anda cá, meu patife! — ralhou com voz grossa. — Que sorte a minha, ter de aturar um garoto tão mal educado! — o que era um verdadeiro rosário de palavrões para um rei tão bem educado como ele. E continuou:
— Anda cá, que vais levar um bofetão, um tabefe, uma palmada no traseiro. Ainda não apanhaste que chegasse, na tua vida!

A rainha, embora fechada no 749º andar, ouviu os gritos e desmaiou na sua torre. “Seremos condenados à morte”, pensava. “Seremos lançados do alto da torre.” Mas não foi o que aconteceu. Muito sensatamente, o pequeno rei devolveu a coroa ao pai, murmurando:

— Perdão, papá.
O velho rei recuperou a coroa, o trono e o poder. Libertou a mulher e disse-lhe:

— Quando se entrega cedo demais a coroa a um pequeno príncipe, pode-se fazer dele um tirano insuportável! Bem que o médico nos avisou, minha querida!

E a vida continuou como antes. Com um pouco mais de ordem, de civismo. Quem era o mais feliz? O principezinho. Com o pai, aprendeu a jogar ao berlinde e a rir-se com as histórias divertidas que ele contava.

— Ah! — dizia ele. — Como é bom ser criança, não pensar em nada de muito sério e passar o tempo a brincar.

(Grifos  
Bianca Panini)
Pense nisso.
 
"AMOR E LIMITES NA MESMA MEDIDA"


quarta-feira, 28 de março de 2012

Como Lidar Com o Aluno Desatento


Como Lidar Com o Aluno Desatento
Fonte: Revista Pró-Educação, ano II, Edição 10, out/nov 1999, São Paulo- SP

Como Lidar Com o Aluno Desatento
O déficit de atenção em sala de aula, conhecido por DA (déficit de atenção) é motivo de estudos de Edward M. Hallowell e John J. Ratey, do CH ADD National Office.
Uma tradução de 50 dicas para administrar o problema foi publicada pela revista Pró-Educação, em novembro de 1999. Acompanhe abaixo um resumo deste material:

50 dicas para administrar o DA (déficit de atenção)

01. Antes de tudo, tenha a certeza de que o problema é realmente DA. Elimine primeiro as hipóteses de problemas de audição e visão, ou outro problema médico, conversando com os pais e com a criança.

02. Prepare-se para suportar. Ser professor em uma sala de aula com duas ou três crianças com DA é cansativo. Busque apoio da escola e dos pais e tenha por perto um psicólogo, pedagogo, pediatra ou outro a quem consultar.

03. Um professor não é especialista em DA. Conheça seus limites e não hesite em pedir ajuda quando necessário.

04. Sozinho com a criança, conte a ela o que é DA e pergunte-lhe o que pode ajudar. As crianças são muito intuitivas e ela mesma poderá ter a resposta que procura. Sua opinião deve ser levada em conta, pois ela é quem mais sabe como aprende melhor ou não.

05. Faça listas. Elas precisam consultar o que estão fazendo para não se perderem, precisam ser lembradas, precisam de previsões e de repetições. Elas também necessitam de diretrizes e de limites.

06. Considere a parte emocional do aprendizado, pois a criança precisa de apoio especial para encontrar prazer na sala de aula. Domínio, ao invés de falhas e frustrações. Excitação, ao invés de tédio e medo.

07. Estabeleça regras fáceis e por escrito. A criança se sente segura sabendo o que é esperado dela.

08. Repita as diretrizes, fale sobre elas, repita outra vez. Pessoas com DA precisam ouvir as coisas mais vezes.
09. Olhe bem nos seus olhos. Isso a tirará do seu devaneio e também lhe dará segurança.

10. Coloque a criança sentada o mais próximo possível de você.

11. Estabeleça limites devagar, com calma, não de modo punitivo. Seja firme e fale pouco e honestamente.

12. Tente prever. Coloque o plano à vista da criança e avise-a de mudanças, se forem acontecer.

13. Ajude a criança a fazer sua programação para depois da aula, esforçando-se para evitar seu hábito de adiar as tarefas.

14. Elimine ou reduza a frequência dos testes de tempo, que não possibilitam à criança com DA mostrar o que sabe.

15. Propicie uma válvula de escape, deixando-a sair da sala por alguns minutos.

16. Busque a qualidade em vez das quantidades nos serviços de casa.

17. Monitore e dê à criança retornos sobre seu desempenho.

18. Dividir grandes tarefas em tarefas menores é uma das principais formas de ajudar a criança, nos casos de DA.

19. Permita-se brincar, divertir, ser extravagante. Crianças com DA adoram novidades e reagem com entusiasmo. Se se fizer de bobo, isso ajuda muito porque ela não o achará um chato.

20. Vá até certo ponto na estimulação, e não mais além. Prevenir é o melhor para se lidar com o caos na sala de aula.

21. Elogie, pois estas crianças já convivem com o fracasso. Elas adoram ser encorajadas e isso ajuda muito na auto-estima.

22. Trabalhe com a memória, ensinando coisas como rimas, lembretes, códigos fáceis de serem decorados e lembrados.

23. Use resumo, ensine resumido, sem profundidade. Isso dá à criança a sensação de domínio durante o processo de aprendizagem, e não a sensação de que aquilo tudo é desnecessário.

24. Avise antes sobre o que vai falar, então fale. Depois fale sobre o que falou. Crianças com DA aprendem melhor visualmente do que com voz, então escreva enquanto fala.

25. Dê instruções simples e opções simples, para prender a atenção.

26. Ensine-a a se auto-observar, fazendo perguntas: Você sabe o que fez? Como acha que poderia ter dito aquilo de outro jeito? O que acha que a garota sentiu quando você falou isso?

27. Mostre abertamente suas expectativas.

28. Muitas crianças com DA são pequenos empreendedores e respondem muito bem a recompensas e incentivos.

29. Elas são vistas como egocêntricas, quando na verdade não sabem como agir. Diga, por exemplo, "antes de contar a história, ouça a dos outros e olhe para a pessoa com quem estiver falando".

30. Aplique testes de habilidades.

31. Faça a criança se sentir envolvida nas coisas. Isso vai motivá-la bastante.

32. Separe pares ou trios de crianças que não se dão muito bem juntas.

33. Atente para a integração. Essas crianças precisam se sentir enturmadas, é quando elas se motivam.

34. Sempre que possível, devolva as responsabilidades à criança.

35. Experimente um caderno 'escola - casa - escola' para comunicação com os pais, que garante um retorno.

36. Tente utilizar relatórios diários de avaliação.

37. Incentive a auto-avaliação, inclusive nos intervalos e no fim da aula.

38. Prepare-se para imprevistos, o que pode evitar inquietações.

39. Elogie, seja firme, aprove, encoraje e seja amoroso.

40. Faça a criança escrever notas para si mesma, para lembrar depois.

41. Escrever à mão é muitas vezes difícil para essas crianças. Ensine-as, por exemplo, a usar teclados, faça ditados, aplique testes orais.

42. Seja como um maestro, tendo a atenção da orquestra antes de começar.

43. Sempre que possível, prepare para cada aluno um 'companheiro de estudo' para cada tema, se possível com o número do telefone.

44. Explique e dê o tratamento normal, evitando o estigma.

45. Reuna-se com os pais mais vezes e não apenas para resolver crises ou problemas.

46. Incentive a leitura em voz alta, em casa e na sala de aula. Faça a criança recontar histórias. Ajude-a falar por tópicos.

47. Repetir, repetir, repetir.

48. Exercícios físicos, ginásticas, um dos melhores tratamentos para DA, adultos ou crianças. Ajudam a liberar excesso de energia, ajudam na concentração da atenção. Assegure-se de que sejam divertidos.

49. É melhor que a criança já saiba o que vai ser discutido naquele dia.

50. Esteja atento às dicas do momento. Essas crianças são mais talentosas e artísticas do que parecem. São cheias de criatividade, alegria, espontaneidade e bom humor. Tendem a ser resistentes, sempre agarradas ao passado. São generosas de espírito, felizes em poder ajudar alguém e sempre têm algo de especial que engrandece as coisas com que estão envolvidas. Lembre-se de que no meio do barulho existe uma sinfonia, uma sinfonia que precisa ser escrita.

Psicologia Infantil: Sobre deficiências físicas e superação - Filme "O ...

Psicologia Infantil: Sobre deficiências físicas e superação - Filme "O ...: Convido meus caros leitores a fazerem um exercício prático bastante simples. Fechem os olhos por determinado momento e assim tentem imaginar...

domingo, 18 de março de 2012

Síndrome de Turner

Síndrome de Turner

A síndrome de Turner é bastante rara e ao contrário da síndrome de Klinefelter afeta apenas indivíduos de sexo feminino e não possui cromatina sexual, são monossomicos, ou seja, em exames de seu cariótipo revelou a presença de 45 cromossomos, sendo que do par dos sexuais há apenas um X. Sendo seu cariótipo representado por 45,X.

A ST ocorre em apenas 1 mulhere entre 3.000 nascimentos, devido ao grande número de abortos que chega ao índice de 90-97,5%).

O surgimento da sindrome pode surgir quando esta ausente o cromossomo x paterno no espermatozóide.

As meninas com esta Síndrome são identificadas ao nascimento, ou antes, da puberdade por suas características fenotípicas distintivas. A constituição cromossômica mais freqüente é 45, X sem um segundo cromossomo sexual, X ou Y.





Característica do Portador

Quando adultas apresentam geralmente baixa estatura, não mais que 150 cm; linha posterior de implantação dos cabelos baixa (na nuca) ; pescoço alado; retardamento mental; genitálias permanecem juvenis; ovários são atrofiados e desprovidos de folículos, portanto, essas mulheres não procriam, exceto em poucos casos relatados de Turner férteis; devido à deficiência de estrógenos (hormônio feminino) elas não desenvolvem as características sexuais secundárias ao atingir a puberdade, sendo, portanto, identificadas facilmente pela falta desses caracteres; assim, por exemplo, elas não menstruam (isto é, tem amenorréia primária); grandes lábios despigmentados; pêlos pubianos reduzidos ou ausentes; desenvolvimento pequeno e amplamente espaçados da mamas ou mamas ausentes; pelve andróide, isto é, masculinizada; pele frouxa devido à escassez de tecidos subcutâneos, o que lhe dá aparência senil; unhas estreitas; tórax largo em forma de barril; anomalias renais, cardiovasculares e ósseas No recém nascido, há freqüentemente edemas nas mãos e no dorso dos pés, que leva a suspeitar de anomalia.

Não exibem desvios de personalidade, ou seja, sua identificação psicossocial não é afetada.
Não exibem desvios de personalidade, ou seja, sua identificação psicossocial não é afetada.

 
Linha posterior de implantação dos cabelos baixa (na nuca)

Pêlos pubianos reduzidos ou ausentes
Baixa estatura

Pescoço alado
Tratamento

Em decorrência da disgenesia ovariana, a única fonte de estrógeno para essas pessoas são as supra-renais; como a taxa desses hormônios é baixa, as pacientes devem receber aplicações de estrógenos para estimular o desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários e o aparecimento da menstruação. Usualmente esse tratamento tem início aos 16 anos para evitar que os estrógenos aplicados retardem ainda mais o crescimento.

Leonardo Leite
revisado por Giselda MK Cabello
Fonte:http://www.ghente.org/ciencia/genetica/turner.htm


Aqui estão algumas dicas que podem ajudar sua filha a lidar com alguns desafios relacionado ao seu estilo de aprendizado (são aplicáveis a outras crianças também)

* Incentivar responsabilidade pessoal com seu armário, caderno, etc. Ajude-a a desenvolver rituais específicos e explícitos de organização (anotações do professor devem sempre estar nesse bolso, o lanche deve sempre ficar nessa prateleira, suas bijuterias devem ficar sempre nesse local, etc.) Lembretes e anotações podem ajudar.

* Ela poder ter dificuldades em lidar com mudanças inesperadas da rotina. Avise-a antecipadamente e descreva explicitamente o que acontecerá, revise passo a passo do que exatamente ela terá que fazer .....

* Ajude-a em sua limpeza semanal de sua mesa, armário, mochila, quarto ( cada vez menos, a medida em que ela for aprendendo)

* Ajude-a a utilizar uma agenda de compromissos para anotar deveres e pastas coloridas para manter seus papéis e licões de casa organizados.

* De instruções claras para trabalhar em projetos e lições de casa, dando prioridades, dividindo uma tarefa em partes, desenvolvendo um plano de compromisso.

* Letra cursiva e anotações podem ser um problema. Se ocorrer, poderá ser resolvido utilizando-se um gravador, pegando o resumo do professor, copiando as anotações de colegas de classe ou utilizando um processador de texto em classe.

* Auxilie-a perceber similaridades e diferenças entre as tarefas, encontre dicas em uma tarefa que esteja relacionada a alguma tarefa anterior e adapte estratégias para lidar com as variações das tarefas (generalizando e depois adaptando).


sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Arte Terapia: Arte com arte na escola

De Projetos Pedagógicos Dinâmicos
Confira toda a matéria em:http://www.projetospedagogicosdinamicos.com/arte_terapia.htm


A arte é, entre todas as atividades, a que agrega de modo mais eficiente os aspectos racionais e criativos do ser humano.
Ao desenvolver uma atividade artística, o sujeito não só estará interferindo na realidade, como também estará estruturando-se de forma mais adequada, saudável e eficiente.
Através das diversas manifestações artísticas, as pessoas podem se expressar de uma forma própria e singular e superar as mais diversas barreiras da comunicação.
Utilizando-se de todas as expressões artísticas e com recursos simples e muito eficientes a arte terapia favorece o desenvolvimento e à superação de limitações pessoais, buscando-se assim o aumento do repertório de habilidades, a melhor estruturação da personalidade, o aumento do horizonte de interesses, a composição de novos objetivos e a melhor habilidade em lidar com os seus próprios conflitos.
Muitas instituições voltadas para a inclusão social utilizam a arte, como importante meio educacional. . Onde outras metodologias falharam a arte alcançou resultados significativos, principalmente ao atrair espontaneamente meninos e meninas para outras atividades educativas e sociais.

“As muralhas estéticas definiam o território fechado de uma certa forma de ócio elegante. Mas esse lazer ocioso, essa utilização do tempo livre, não foram dados a todos por igual dentro da sociedade: constituíram-se em privilégio das classes sociais favorecidas, que foram também as classes sociais dominantes. (Porcher, 1982, p. 13)
A educação escolar deve assumir, através do ensino e da aprendizagem do conhecimento acumulado pela humanidade, a responsabilidade de dar ao educando o instrumento para que ele exerça uma cidadania mais consciente, crítica e participante. (Ferraz e Fusari, 1993, p. 33 e 34).

Através de projeto educativo integrando todas as disciplinas é possível junto com o professor de artes trabalharem de forma significativa com o objetivo de atrair alunos para que possam desenvolver a aprendizagem, e recuperar sua auto-imagem. Atividades simples tais como a hora do conto, desenhos, interpretação oral e escrita , dramatização dos personagens ou seja através de arte terapia interativa.

Um exemplo deste trabalho foi desenvolvido em uma escola da rede municipal com crianças de 4ª serie. A atividade teve com objetivo resgatar auto-imagem de alunos com dificuldades de leitura e escrita par tanto a professora utilizou-se da hora do conto, tão importante para o desenvolvimento do psiquismo infantil; onde o aluno é autor e co-autor do conto.

Enquanto co-autor um narrador de um lado, e de outro lado o autor contador de historia, e de outro lado o ouvinte, deu-se importância para oralidade. Em seguida para rescrita do conto e leitura desta produção. Num terceiro momento a representação desse personagem e seu  
significado para o aluno quer seja através de desenho, musica, fantoches, e/ou a dramatização. O educador deve estar atento “saber olhar para saber escutar” para que possa observar o comportamento dos alunos frente a cada passo resgatando sua auto-imagem e de fato favorecendo o aprendizado assim com Adrian Hills alcançou seu crescimento é possível com sensibilidade e com arte para a arte atingir o que desejamos: formação de sujeitos autônomos.


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