terça-feira, 29 de maio de 2012

Arteterapia e artesanato


 Inicialmente o que caracteriza o artesanato é a transformação da matéria-        prima em objetos úteis.
 O artesanato estimula a imaginação. A criação de alguma forma ajuda a  estimular a imaginação. Nosso cérebro começa a disparar com as idéias,  quando acionados, criando algo novo.

 Trabalhando com diversos padrões formas e texturas diferentes ajudam-nos a mudar nossa maneira habitual de pensar e nos leva a perguntar:
 "O que aconteceria se eu fizesse isto ou aquilo?
 Acalma o sistema nervoso. A freqüência cardíaca diminui, o corpo torna-se  mais relaxado e centrado.

 Muitas vezes nos sentimos alegres, felizes e realizados.
 A criação de artesanato pode reduzir o estresse. 
 Ajuda-nos a criar relacionamentos.
 Grupos de artesanato têm um ambiente descontraído em que as pessoas podem desenvolver amizades e trabalhar em conjunto e desenvolver habilidades.
 O artesanato pode ser entendido como oportunidade para a pessoa se expressar e descobrir as próprias aptidões, oportunidade de autoconhecimento e valorização das manifestações artísticas.
 Com o artesanato, a pessoa desenvolve habilidades com as mãos e, principalmente, com o cérebro, dando lugar à criatividade através de diversos materiais, técnicas e procedimentos.

     O artesão vai criar, aproximando idéias e materialidade.
 Vai dar forma, vai dar vida à sua idéia e, com isto, está exercitando a mente.
 O trabalho manual gera introspecção, concentração e reflexão.                 Enquanto desenvolvem um trabalho manual, as pessoas ficam calmas, atentas, com os olhos focados em sua produção, acompanhando criteriosamente o resultado de cada passo realizado.

  Durante esse processo sentem-se importantes, capazes e amadurecem, convivendo melhor consigo mesmas e com o grupo.

sábado, 26 de maio de 2012

Letting Go


Letting Go 


Para deixar ir não significa deixar de cuidar; 
Significa que eu não posso fazer isso para alguém. 
Para deixar ir não é para me cortar fora ... 
É a constatação de que não posso controlar o outro ... 
Para deixar ir é não permitir, 
mas para permitir que a aprendizagem das conseqüências naturais. 
Para deixar ir é admitir impotência, 
o que significa que o resultado não está em minhas mãos. 
Para deixar ir não é tentar mudar ou culpar o outro, 
Eu só posso mudar a mim mesmo. 
Para não deixar de ir é para cuidar, mas se preocupar. 
Para deixar ir não é de corrigir, mas para ser solidário. 
Para deixar ir não é juiz, 
mas para permitir que o outro para ser um ser humano.  
Para deixar ir é não estar no meio organizando todos os resultados, 
mas para permitir que outros a afetar seus próprios resultados.


Para deixar ir não é para ser protetor, 
É para permitir o outro para enfrentar a realidade. 
Para deixar ir não é negar, mas aceitar. 
Para deixar ir não é para resmungar, xingar, ou argumentar, 
mas para buscar minhas próprias falhas e corrigi-los. 
Para deixar ir não é ajustar tudo aos meus desejos, 
mas para tomar cada dia como se trata e valorizar o momento. 
Para deixar ir não é criticar e regular ninguém, 
mas para tentar se tornar o que eu sonho eu posso ser. 
Para deixar ir é não lamentar o passado, 
mas para crescer e viver para o futuro.


Para deixar ir é temer menos e amar mais. 
- Autor Desconhecido 
Imagens de :Karen Wallace. /arttherapyreflections.blogspot.com/

sexta-feira, 18 de maio de 2012

COLCHA DE RETALHOS: A ARTE QUE CURA.


FILMES E A ARTETERAPIA

COLCHA DE RETALHOS: A ARTE QUE CURA.


O filme lançado em 1995 nos Estados Unidos relata o universo feminino de costureiras e suas histórias interiores e exteriores.


Finn é uma jovem que tem dificuldades de fazer escolhas que está em um momento importante da sua vida: está prestes a se casar e acabar sua tese de mestrado (do qual mudou de tema algumas vezes) de mulheres de diferentes culturas que fazem trabalhos artesanais. Mas não tem tanta certeza de que realmente quer se casar.


Diante desses momentos resolve ir para a casa de sua avó Jaci e sua tia Gladi por três meses. Lá as 7 mulheres se reúnem por ano e tecem uma colcha de retalhos e o tema escolhido para este ano foi "Onde Mora o Amor", sendo um presente de todas para seu casamento.

A confecção da colcha foi arteterapeuticamente falando um caminho saudável para aquelas mulheres reencontrem, elaborarem e assim transformar suas histórias, repletas de símbolos e afetos vivenciadas por cada uma.

Ao tecer a colcha  as mulheres tecem suas histórias de amores. Sua mãe passou uma imagem negativa sobre o casamento do qual influenciou Finn a ter dificuldade, lá ela ouve outras histórias que de alguma forma a influenciam para fazer escolhas em sua vida e inclusive de sua própria mãe, que se arrepende da forma como pensava sobre o casamento.


Uma das histórias permeiam ss irmãs (avó e tia de Finn) que contam a história de traição que aconteceu quando sua avó estava passando por um momento difícil com o marido internado se envolvendo com o marido da irmã do qual era próximo. A irmã em atitudes de dores ao descobrir quebra vários objetos, dos quais depois de quebrados são reconstruídos como um grande mosaico de cacos (pedaços quebrados) nas paredes de sua casa. A colcha permitiu que Gladi falasse, relembra-se sua dor, colocasse ali na colcha a reconstrução de sua história e assim se livrasse dela, pois o filme mostra a irmã quebrando o que havia construído da parede através de sua dor, mostrando que havia passado aquela história, estava curada dela.

"Os jovens amantes procuram a perfeição, velhos amantes aprendem a arte de unir retalhos e descobrem a beleza na variedade das peças...". (trecho do dialogo do filme)


Houve uma ventania (representado a confusão interior que Finn estava passando), onde sua tese toda voou, lhe deixando a opção de refazer uma nova história ou recolher as partes dela e construí - lá de novo. Representando sua relação de infidelidade com um jovem da cidade que lhe oferece morangos símbolo da paixão proibida.


O símbolo do corvo também está presente na história de Ana, mais uma bordadeira, representando a garra e a perseverança da mulher negra. Quase chegando ao final da história o corvo retorna só que na vida de Finn com a mesma função da história que teve em Ana, de mostrar seu verdadeiro amor, seu noivo de que escolhe ficar.
Que alias ambas são envolvidas pela colcha mostrando na vida dela onde o amor mora.
Compartilhando postagem de Roberta Burlamaque do blog http://arteterapiartecomterapia.blogspot.com.br





domingo, 13 de maio de 2012

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Arte terapia

Trabalhos de Júlia

                                          "Tenho apenas duas mãos e o sentimento do mundo."
(Carlos Drummond de Andrade)




Julia






" Minha mãe achava estudo
a coisa mais fina do mundo.
Não é.
A coisa mais fina do mundo é o sentimento.
Aquele dia de noite, o pai fazendo serão,
ela falou comigo:
"Coitado, até essa hora no serviço pesado".
Arrumou pão e café , deixou tacho no fogo com água quente.
Não me falou em amor.
Essa palavra de luxo."
('Ensinamento' - Adélia Prado)


" As três irmãs conversavam em binário lentíssimo.                                       
A mais nova disse: tenho um abafamento aqui, e pôs a mão no peito.
A do meio disse: sei fazer umas rosquinhas.
A mais velha disse: faço quarenta anos já.
A mais nova tem a moda de ir chorar no quintal.
A do meio está grávida.
A mais cruel se enterneceu por plantas.
Nosso pai morreu, diz a primeira,
Nossa mãe morreu, diz a segunda, 
Somos três órfãs, diz a terceira.
Vou recolher a roupa no quintal, fala a primeira.
Será que chove?, fala a segunda.
Já viram as minhas sempre-vivas?, falou a terceira,
a de coração duro, e soluçou.
Quando a chuva caiu ninguém viu os três choros
dentro da casa fechada."
( 'Endecha das três irmãs' - Adélia Prado)










" Uma ocasião, 
meu pai pintou a casa toda 
de alaranjado brilhante. 
Por muito tempo moramos numa casa, 
como ele mesmo dizia, 
constantemente amanhecendo." 
(' Impressionista' - Adélia Prado)





" A criança que ri na rua, a música que vem no acaso, a tela absurda, a estátua nua, a bondade que não tem prazo. Tudo isso excede este rigor que o raciocínio dá a tudo, e tem qualquer cousa de amor, ainda que o amor seja mudo."
(Fernando Pessoa)












♪ Há um menino
Há um moleque
Morando sempre no meu coração


Toda vez que o adulto balança
Ele vem pra me dar a mão

Há um passado no meu presente
Um sol bem quente lá no meu quintal
Toda vez que a bruxa me assombra
O menino me dá a mão

E me fala de coisas bonitas
Que eu acredito
Que não deixarão de existir
Amizade, palavra, respeito
Caráter, bondade alegria e amor
Pois não posso
Não devo
Não quero
Viver como toda essa gente
Insiste em viver
E não posso aceitar sossegado
Qualquer sacanagem ser coisa normal

Bola de meia, bola de gude
O solitário não quer solidão
Toda vez que a tristeza me alcança
O menino me dá a mão
Há um menino
Há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto fraqueja
Ele vem pra me dar a mão ♪
(Milton Nascimento)














" Enquanto eu fiquei alegre, permaneceram
um bule azul com um descascado no bico,
uma garrafa de pimenta pelo meio,
um latido e um céu limpidíssimo
com recém-feitas estrelas.
Resistiram nos seu lugares, em seus ofícios,
constituindo o mundo pra mim, anteparo
para o que foi um acometimento:
súbito é bom ter um corpo pra rir
e sacudir a cabeça. A vida é mais tempo
alegre do que triste. Melhor é ser."
('Momento' - Adélia Prado)















Eu quero uma licença de dormir,
perdão pra descansar horas a fio,
sem ao menos sonhar
a leve palha de um pequeno sonho.
Quero o que antes da vida
foi o sono profundo das espécies,
a graça de um estado.
Semente.
Muito mais que raízes."
('Exausto' - Adélia Prado)
 — com E

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Queres brincar comigo?





Perceba como as brincadeiras são, de fato, importantes para o seu filho«Brincar é o trabalho da criança», escreveu Maria Montessori, médica italiana do século XIX.De fato, quantos mais estudos os investigadores produzem, mais convergem no fato de que brincar é tão importante para uma criança como respirar ou ser acarinhada.
Para saber como se pode divertir brincando com o seu filho, clique aqui.
A forma como brinca, o tempo livre que tem para o fazer, os brinquedos que possui e os estímulos dos que a rodeiam vão criar raízes profundas.
Brincar para crescer
É através das brincadeiras, principalmente entre o primeiro e o quinto ano de vida (antes de entrarem para a escola primária) que a criança se desenvolve, tanto física como intelectualmente. «As brincadeiras que envolvem movimentos como trepar, correr, saltar e empurrar exercitam os sistemas muscular e óptico-motor», afirma Raíssa Santos, psicóloga clínica e membro da Association for Play Therapy.Por outro lado, acrescenta, «o brincar providencia novas fontes de informação e conhecimentos, promovendo a criatividade e a capacidade de distinguir a informação relevante da irrelevante.» Também a linguagem e o relacionamento com os outros são treinados através das brincadeiras.
No parque infantil
As crianças são uma fonte de energia praticamente inesgotável e os parques infantis, assim como os jardins ou outros espaços ao ar livre, são o cenário ideal para «queimar» essas energias. Ficar em casa durante longos períodos de tempo pode conduzir a momentos de mau humor e birras.Como explica o pediatra Mário Cordeiro na obra «O Livro da Criança», «a brincadeira ao ar livre e com possibilidade de correr e saltar liberta endorfinas e contribui para o cansaço saudável que as crianças precisam para estarem prontas a dormir um sono de qualidade».Por isso, sempre que lhe for possível, leve o seu filho para um espaço ao ar livre, pois isso «diminui as tensões e o stresse, e aumenta a boa disposição, já sem falar nas vantagens físicas relacionadas com a manutenção de um peso adequado», conclui o pediatra.



sexta-feira, 4 de maio de 2012

NISE DA SILVEIRA - SENHORA DAS IMAGENS




Nise da Silveira - Senhora das Imagens apresenta a história de uma importante brasileira do século 20, precursora de métodos alternativos e técnicas lúdicas para o tratamento psiquiátrico no Brasil.
A trajetória em formato teatral da Dra. Nise, ou melhor, Nise da Silveira - Senhora das Imagens, envolve encenação, música e dança, com coreografia assinada pela bailarina Ana Botafogo.
A peça expõe uma série de acontecimentos marcantes da vida da doutora, desde a infância em Alagoas, passando pelo encontro com o psicanalista suíço Carl Gustav Jung (na voz do ator Carlos Vereza), até o reconhecimento mundial pelos trabalhos feitos pela psiquiatria.
A montagem apresenta projeções do acervo de Ferreira Gullar, escritor, poeta e biógrafo de Nise, e trechos do curta-metragemEstrela de Oito Pontas, de Fernando Diniz, artista do Museu de Imagens do Inconsciente

ESPETÁCULO NARRA HISTÓRIA DE NISE DA SILVEIRA ATRAVÉS DE TEATRO, CINEMA, FOTOGRAFIA, MÚSICA E DANÇA


quarta-feira, 2 de maio de 2012

Divulgando




TÉCNICAS EXPRESSIVAS NO TRABALHO COM CRIANÇAS
(Iniciação)  

• A criança e a Arte
• A Arte no processo terapêutico
• Desenvolvimento da criança pelo desenho
• Utilização e técnicas de materiais de artes plásticas adequados a diferentes faixas
   etárias
• O uso de Músicas no processo terapêutico infantil
• A Expressão Corporal da criança
• Práticas de jogo lúdicos corporais no processo arteterapêutico
• A Literatura Infantil na Arteterapia
• Os contos de fadas e o desenvolvimento do sujeito
• Desenvolvimento da criança pelo jogo dramático
• Prática de Psicodrama com crianças
• A Vivência Arteterapêutica com Crianças
Organização:Incorporar-te: Espaço Terapêutico Corpo Artes

TURMA DO RIO DE JANEIRO:
Local: Copacabana
Data:s 26 e 27 de maio de 2012 (sábado e domingo)
Horário: 9:00 às 18:30 h
Carga Horária: 16 h
Investimento: 1 parcela de R$ 180,00 ou 2 parcelas de R$ 100,00 (a primeira paga no ato da inscrição e a segunda com cheque pré para o 1º dia de aula).

Coordenação: 
Carolina Nani
Psicóloga (CRP: 05/23215);
Arteterapeuta credenciada à Associação de Arteterapeutas do Rio de Janeiro – AARJ: reg. 163;
Especialista em Gerência de Programa Social pela FESP-UFRJ;
Psicoterapeuta Corporal em Psicologia Biodinâmica e Análise Psico-Orgânica pela EFAPO – École Française d’ Analyse Pshyco-Organique e pelo CEBRAFAPO – Centro Brasileiro de Formação em Análise Psico-Orgânica;
Arteterapeuta especialista em 3ª Idade através do Ateliê Lígia Diniz;
Fundadora e Coordenadora do Incorporar-te: Espaço Terapêutico Corpo Artes;
Co-coordenadora dos Programas Arteterapêuticos de Humanização Hospitalar e Orientação Profissional implantados na Enfermaria Pediátrica e na Onco-Hematologia Pediátrica do Hospital Federal dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro - HSFE/ RJ;
Coordenadora dos Atendimentos em Arteterapia do Instituto Brasileiro de Reabilitação Médica – IBRM/RJ;
Docente Universitária – UNESA;
Coordenadora dos Projetos: Atendimentos Acessíveis em Arteterapia (RJ, SC e PR);
Coordenadora dos cursos de Formação de Terapeutas em Arteterapia do Incorporar-te desde 2000, com turmas no Rio de Janeiro, Florianópolis e Curitiba.
Informações e Inscrições:21 - 34736881/96747595
at@incorporarte.psc.br

TURMA DE CURITIBA:
Local: Centro do Ser - Bigorilho
Data:s 19 e 20 de maio de 2012 (sábado e domingo)
Horário: 09:00 às 18:00 h
Carga Horária: 16 h
Investimento: 
1 parcela de R$ 180,00 ou 2 parcelas de R$ 100,00(a primeira paga no ato da inscrição e a segunda com cheque pré para o 1º dia de aula).

Coordenação: Rozemar Cândido
Pedagoga com formação em Orientação Educacional pela Universidade do Vale do Itajaí;
Especialista em Educação Fundamentada na Arte pela Universidade Tuiuti do Paraná;
Arteterapeuta formada pelo Incorporar-te/Florianópolis –SC: Reg. AARJ 518;
Membro do grupo THT- Terapia Holística Tradicional;
Contadora de Histórias orientada pelo escritor e contador de história Celso Sisto e pela atriz e contadora Margarida Baird;
Formadora da Formação de Terapeutas em Arteterapia do Incorpoar-te: Espaço Terapêutico Corpo Arte no RJ, SC e PR;
Co-Coordenadora do Projeto Arteterapêutico de Atendimentos Acessíveis do Incorporar-te em Curitiba.
Informações e Inscrições:
41 - 33083786/98045876

at@incorporarte.psc.br

quinta-feira, 26 de abril de 2012

MILHO DE PIPOCA – Rubem Alves


Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho para sempre.

Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo, fica do mesmo jeito a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosa. Só que elas não percebem e acham que seu jeito de ser é o melhor jeito de ser. Mas, de repente, vem o fogo.
O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos: a dor.

Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, o pai, a mãe, perder o emprego ou ficar pobre.
Pode ser fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão ou sofrimento, cujas causas ignoramos.
Há sempre o recurso do remédio: apagar o fogo! Sem fogo o sofrimento diminui. Com isso, a possibilidade da grande transformação também. Imagino que a pobre pipoca fechada dentro da panela, lá dentro cada vez mais quente, pensa que sua hora chegou: vai morrer. Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar um destino diferente para si.
Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada para ela. A Pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo a grande transformação acontece: BUM! E ela aparece como uma outra coisa completamente diferente, algo que ela mesma nunca havia sonhado.

Bom, mas ainda temos o piruá, que é o milho de Pipoca que se recusa a estourar. São como aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem. A presunção e o medo são a dura casca do milho que não estoura. No entanto, o destino delas é triste, já que ficarão duras a vida Inteira. Não vão se transformar na flor branca, macia e nutritiva. Não vão dar alegria para ninguém.
Do livro: “O amor que acende a lua”, de Rubem Alves

quinta-feira, 19 de abril de 2012

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Autismo em Arte: História de Siobhan


Autismo em Arte: História de Siobhan


Em homenagem ao Dia da consciência do autismo, estamos trazendo de volta Siobhan história dos arquivos. Foi originalmente publicado em 14 de dezembro de 2007.
Minha filha Siobhan é de três anos e pinta com as mãos e dedos. Grande coisa, você está pensando, certo? Na verdade, é um grande negócio. Eis o porquê:
Siobhan foi diagnosticado com autismo na idade de dois anos e meio. Ela é relativamente não-verbal, e logo após seu diagnóstico, ela começou a comer apenas alimentos secos e crocantes. Ela tem um ajuste na banheira quando é hora de sabonete e xampu. Ela grita, se o cão da família lambe sua mão. Basicamente, a minha filha não pode estar a tocar ou até mesmo entrar em contato com nada molhado, viscoso ou mole.
Nós começamos a pintar com um pincel como uma forma de "arte terapia" para tentar levá-la usado para diferentes texturas e, possivelmente, para começar a experimentar novos alimentos. Na primeira, Siobhan só usar um pincel, e qualquer tipo de tinta que tem em suas mãos tiveram de ser imediatamente removidos. Nós fomos sobre como este por algum tempo, porque ela gostou da atividade. Um dia, do nada, ela jogou a escova no chão e começou muito bem misturar as cores com as mãos. Eu não poderia ter sido mais espantado.
Desde aquele dia, nós deixá-la começar a pintar em telas. Ela progrediu rapidamente como um artista pouco, e começou a gesticular, ou mesmo dizer o nome da cor que ela queria seguir para a sua pintura. Ela escolhe suas cores com muito cuidado e coloca um monte de pensamento nele. Se eu cometer um erro e dar a ela a cor errada, ela vai jogar a lona no chão, ou raspar a tinta com as mãos e arremessá-lo. Depois de limpar muitos messes enormes, percebi que se eu segurar as cores na frente de seus dois ao mesmo tempo, ela vai tocar em ou agarrar a cor que ela quer, quando eu chegar a ele. Eu também comecei deixá-la escolher o formato ou tamanho da tela que deseja usar. Quando Siobhan está muito satisfeito com seu trabalho, ela abas as mãos com excitação, o que leva a respingos em muitas de suas pinturas. Ela traz-me o seu avental ou pede "cores" cerca de uma vez ou duas vezes por semana.
Em outubro, foram convidados para quatro pinturas de minha filha para mostrar em Rhode Island (minha cidade natal) na Galeria do Centro de Neurodesenvolvimento de Arte Autismo Projeto. Recentemente, um jornal local fez um artigo sobre Siobhan e suas pinturas originais. A história foi rapidamente apanhada pela Associated Press e depois tudo acabou Flórida e vários outros estados também. Cerca de duas semanas depois, fui contactado pelo programa Bom Dia América. Eles queriam fazer uma reportagem sobre Siobhan. Estávamos tão empolgados que havia uma história positiva sobre o autismo ter um impacto tão grande sobre as pessoas! Eu concordei em deixá-los fazer a história se fosse minimamente invasiva. Minha filha não gosta de luzes artificiais, ruídos altos, ou qualquer coisa fora de sua rotina normal. Um amigo próximo na indústria cinematográfica se ofereceu para fazer a gravação para nós, pois Siobhan já estava muito familiarizada com ele.
Eu alinharam todos tintas Siobhan sobre a mesa da cozinha, toalhetes configurar seu bebê, toalhas de papel e telas. (Ela ainda não gosta de receber muita tinta nas mãos, então eu preciso limpá-los muitas vezes.) Uma vez que foram criados e ela teve sua blusa, ela estava pronta para pintar eo filme começou a rolar!
Mesmo com iluminação mínima e apenas uma câmera criada, Siobhan era desconfortável e distraído. Ela fez duas pinturas durante as filmagens, mas eu poderia dizer que ela estava muito ansiosa, e ela não era para ele ou gostando do jeito que ela normalmente faz, então paramos depois disso.
Na noite seguinte, fui entrevistado no filme. Me pediram para contar a história de Siobhan, como a pintura surgiu, eo progresso que ela fez. Eu falei sobre a nossa loja no Etsy, SiobhansDream, eo que fazemos com o dinheiro que ganhamos com a venda de trabalho de Siobhan. Uma das maneiras que usamos o dinheiro que ela faz é comprar mais suprimentos de arte para ela. Ele também nos ajuda a cobrir os custos de algumas de suas necessidades especiais de dieta, tratamento e terapia. Nós também doar para várias instituições de caridade relacionados com o autismo, para que Siobhan pode ajudar outras famílias como a nossa.
E tudo que eu tenho que dizer para as pessoas que pensam arte-terapia não ajuda é o seguinte: Minha filha usa palavras mais quando ela está pintando, então em qualquer outro momento. E Siobhan - que não ia comer nada que não fosse seca ou crocante, e não tocar em nada molhado ou squishy diferente sua pintura - começou a comer sorvete há algumas semanas.

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