segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Arteterapia Junguiana /Por Ana Elizabeth Castelo Branco Rabelo


    “A vida do artista não poderia deixar de ser cheia de conflitos, porque duas forças estão em guerra dentro dele - por um lado, o anseio natural do homem por felicidade, satisfação e segurança, e por outro lado uma paixão cruel pela criação, capaz de ir tão longe a um ponto de anular qualquer desejo pessoal... Quase não há exceções à regra de que uma pessoa deve pagar caro pelo divino dom do fogo criativo”   Carl G. Jung

        Jung usava a linguagem artística como parte do tratamento
       psicoterápico. Ele fazia um intercâmbio entre as expressões 
       artísticas e a verbalização do paciente. Para ele os trabalhos
       realizados, refletiam o esforço do paciente em “traduzir o 
       indizível em formas visíveis”.

         Jung, em 1920 disse:  "Arte é a expressão mais pura que 
         há   para a demonstração do inconsciente de cada um. 
         É a liberdade de expressão, é sensibilidade, criatividade, é vida” 

     Ao dar livre curso às expressões das imagens internas, o ser
    humano, ao mesmo tempo em que as modela, transforma a si mesmo.
    Ao conhecer aspectos próprios, recria-se, educa-se e, sobretudo
    pode experimentar inserir-se na realidade de uma maneira nova.

        A   contribuição de Jung no campo da arte diz respeito  
       principalmente à   leitura dos símbolos e imagens que se transmutaram em             obras artísticas,  lançando alguma luz para a compreensão de seu mistério e de   seu significado  na época em que foram criadas.                                                                          
       A pintura, o desenho e toda expressão gráfica ou plástica, bem como a música, a dança, as expressões corporais e dramáticas formam um instrumental valioso para o indivíduo reorganizar sua ordem interna, para reconstruir a realidade.

       Em Arteterapia com abordagem Junguiana, a conduta é fornecer materiais expressivos diversos e adequados para a criação de símbolos presentes no universo imagético singular de cada cliente. Esse universo traduz-se em produções simbólicas que retratam estruturas psíquicas internas (inconscientes). O processo colabora para a compreensão de estados afetivos conflituados, favorecendo a estruturação e expansão da personalidade através da criação.
    O cliente precisa sentir-se livre para expressar o que emerge de seu interior. Toda expressão criativa tem sua importância no processo terapêutico, muitas vezes surgem apenas traços, manchas ou formas desconexas, mas devemos levar em consideração, pois estes também são significativos.


Texto de 
Ana Elizabeth Castelo Branco Rabelo

Psicóloga clínica, Bachelor of Phisiatric (London-England), especialização em 
Psicologia Analítica (São Francisco - SP), mestra em Ciências da Religião (PUC-SP), professora da disciplina Seminários em Carl Gustav Jung (Escola Baiana de Medicina e Saúde Pública), idealizadora e professora do curso de Arteterapia Junguiana do Instituto Junguiano da Bahia (IJBA). Especialista em Arteterapia e na análise de Contos de Fadas. Atualmente pesquisa a cultura afro-brasileira e interessa-se pela pesquisa em símbolos religiosos e pela expansão da criatividade em crianças e idosos (creche e asilo). 
 http://beterabelo.blogspot.com/


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