sábado, 20 de abril de 2013

O que é que faz você feliz?


A lua, a praia o mar?
Uma rua, passear?
Um doce, uma dança, um beijo?
Ou goiaba com queijo?
Afinal, o que faz você feliz?
Chocolate, paixão, dormir cedo?
Acordar tarde, arroz com feijão, matar a saudade?
O aumento, a casa, o carro que você sempre quis?
Ou são sonhos que te fazem feliz?
Dormir na rede, matar a sede, ler ou viver um romance?
O que faz você feliz?
Um lápis, uma letra, uma conversa boa?
Um cafuné, café com leite, rir à toa?
Um pássaro, um parque, um chafariz?
Ou será um choro que te faz feliz?
A pausa pra pensar, sentir o vento, esquecer o tempo?
O céu, o sol, um som, a pessoa ou o lugar?
Agora me diz… O que faz você feliz?
Abrir a janela, comer na panela?
Viajar pela rua, o mundo da lua?
Ensaiar o passo, correr para o abraço?
Ou é andar descalço que faz você feliz?
Será que é cuidar da gente, cuidar do planeta?
Fazer diferente, fazer melhor?
Ficar na cama (só mais um pouquinho!)?
Comer um bolinho, fazer um carinho?
Se espreguiçar?
É isso que faz você feliz?
Ou é adivinhar desejo, estalinho de beijo?
Amar de paixão, arroz com feijão?
Uma bela salada, miolo de pão?
Talvez a macarronada, brincar de nada?
Fazer de tudo, fazer o que você sempre quis?
Me diz: o que faz você feliz?
Arnaldo Antunes

quarta-feira, 3 de abril de 2013

As cores







Esta experiência sensorial
através das cores desperta nas pessoas
a importância de se olhar,
de se cuidar,
de olhar o outro e
compartilhar com o outro e
perceber que ele faz parte de um todo
que também precisa ser olhado e ser cuidado.
Enfim, tomar consciência de si mesmo,
do outro em busca de uma saúde integral.



quinta-feira, 28 de março de 2013

A IMPORTÂNCIA DE UM CURSO DE ARTES PARA CRIANÇAS




É muito importante para o ser humano, principalmente em sua fase inicial da vida, onde sua personalidade está sendo formada, que ele possa ter contato com atividades que proporcionem estímulo à sua criatividade. O curso de arte para crianças busca desenvolver nos futuros adultos uma capacidade criativa e intelectual aguçada e preparada para as situações do dia-a-dia.

Tendo como base o desenho, a pintura e as experiências tridimensionais, o curso visa desenvolver o potencial criativo da criança, através de oficinas semanais. É estruturado pelas questões temáticas que envolvem o homem, o ambiente, a natureza, a história, a tecnologia e pelos conceitos do fazer artístico.

Enfatizando o cuidado com o meio ambiente, as crianças aprendem a reutilizar embalagens plásticas e metálicas, transformando o lixo em obras de arte personalizadas. Aprendem a ver e expressar a linha, a cor, o espaço, o volume, os grafismos e texturas, através do desenho e da pintura. Aprendem noções de história da arte, composição e pesquisa de materiais expressivos. Desenvolvem esses conteúdos através da análise e estudo das obras de artistas, movimentos ou períodos artísticos diferenciados.

Por Cláudia Reis

sábado, 16 de março de 2013

De onde vem a arteterapia?


 – 8 DE MARÇO DE 2013/  http://www.institutoevoluir.com.br

Com o alvorecer da Psicanálise, no início do século XX, Freud se interessou pela arte e concluiu que o inconsciente se manifesta através de imagens, que transmitem significados mais diretamente do que as palavras. Observou que o artista pode simbolizar concretamente o inconsciente na produção artística, retratando conteúdos do psiquismo que, para ele, é uma forma de catarse[1]. Mas, ideia de utilizar a arte como instrumento para acessar o inconsciente surgiu do médico psiquiatra suíço Carl Gustav Jung, fundador da Psicologia Analítica e pesquisador do funcionamento do corpo e da mente do homem. Houve então o surgimento de estudos que envolveram as atividades artísticas como instrumento de expressão da interioridade do indivíduo

A Arteterapia nasceu entre o final do século XIX e o início do século XX, quando Jung abordou entre 1875 e 1961 a teoria dos arquétipos que traduz as imagens primordiais, os conteúdos imagísticos e os simbólicos do inconsciente coletivo, compartilhados por toda a humanidade e explicitados em mitos e lendas ou no imaginário individual. Ele identificou também a dificuldade que as pessoas enfrentavam para mobilizar afetos profundamente guardados e trazê-los à consciência por meio do instrumento verbal (JUNG, 2001). A partir daí, Jung compreendeu o fato de a espécie humana ter escolhido caminhos mais suaves de expressão, como a dança, as representações mímicas, a pintura, a escultura e a música (JUNG; WILHEIM, 2001).

Dupla eficácia
Jung identificou em suas pesquisas sobre simbolismo, uma relação entre os sonhos dos indivíduos que atravessam crises interiores e os desenhos que eles produziam. Descobriu a arte[2], como forma pura de expressão para a demonstração do inconsciente do indivíduo. Pôde verificar também em seu trabalho clínico que a produção artística em especial o desenho e a pintura, ao estimular a concentração, imaginação e a criatividade, poderia apresentar dupla eficácia: conservar a ordem psíquica ou restabelecê-la. Jung criou o processo de autodesenvolvimento, denominado individuação, envolvendo a criatividade e a concretização de imagens que possibilitam contato com o inconsciente pessoal e coletivo.

Concluiu então, que para o indivíduo ser inteiro necessita integrar-se consigo mesmo e diferenciar-se do outro. Foi nessa linha que a arte surgiu como ferramenta para a modificação da realidade interior do indivíduo e para a sua realização pessoal (JUNG, 2007). Naquela época, havia uma preocupação do psicológico com o entendimento da mente humana e entre as técnicas utilizadas para essa compreensão à produção artística a qual era a mais investigada.
O termo Arteterapia surge pela primeira vez em 1945, no primeiro livro publicado por Adrian Hill “Arte versus Doença”. Adrian Hill, artista inglês, esteve internado num sanatório para tratar uma tuberculose. Durante o longo período de evolução da sua doença e reabilitação, numa época em que os recursos para combatê-la eram escassos, ele ocupou o tempo de internação desenvolvendo pinturas. Os médicos que o assistiam puderam observar uma aceleração na sua recuperação e um estado geral de bem-estar manifesto.
Após o seu restabelecimento, eles convidaram-no a regressar para fazer pintura com os pacientes internados no sanatório. Desde esses acontecimentos a Arteterapia evoluiu significativamente, tanto do ponto de vista dos modelos que a caracterizam das formações existentes, como dos países em que é reconhecida até hoje. Basta dizer que a Arteterapia é um dos meios terapêuticos reconhecidos e subvencionados pelo sistema de saúde britânico. Ela é, a título de exemplo, reconhecida pela Associação Internacional para o tratamento de Esquizofrenia.

A partir dessas iniciativas na psiquiatria e na arte, da valorização da arte dos chamados “loucos”, da compreensão de que a produção artística traz benefícios para o bem estar psíquico do indivíduo, vemos surgir a Arteterapia como disciplina, em especial nos Estados Unidos com o trabalho de Margaret Naumburg que em 1941 desenvolveu um trabalho de “arte-terapia dinamicamente orientada” num hospital psiquiátrico.
Terras brasileiras
Em 1969, foi oficialmente fundada a Associação Americana de Arteterapia (AATA).
A Arteterapia chegou ao Brasil através do psiquiatra Ulysses Pernambucano, que foi o pioneiro no uso da Arteterapia entre pacientes psiquiátricos, já na em 1920. Outros médicos inspirados em seu trabalho publicaram artigos e aplicaram a técnica em algumas instituições ao longo do século XX. Dois grandes psiquiatras brasileiros também o fizeram: Osório César e Nise da Silveira.
A psiquiatra Nise da Silveira inaugurou no Brasil em 1946, uma das terapias mais crescentes no país: a Arteterapia. Ao trabalhar no Centro Psiquiátrico D. Pedro II no Rio de Janeiro procurou compreender as imagens produzidas pelos pacientes sob a ótica da teoria junguiana, fez um excelente estudo e deixou um grande legado para a Arteterapia. Trabalhos dos internos foram apresentados por ela em congresso de psicopatologia na Europa. Em 1952, fundou o Museu de Imagens do Inconsciente e em 1981 escreveu o livro “Imagens do Inconsciente”.

Inspirados no trabalho da Drª Nise da Silveira inúmeros profissionais passaram a se utilizar das técnicas artísticas no tratamento aos transtornos mentais.
Esses pesquisadores e seguidores de Nise da Silveira no Brasil e no mundo, implantaram a arte como base de apoio terapêutico possibilitando ao paciente por meio dessa intervenção desvendar os mistérios contidos no seu inconsciente.
A lacaniana Françoise Douto em 1972 utiliza a arte como meio de comunicação com crianças. Através de gestos, mímica, desenho, escultura e outras expressões, ela interage com crianças, até mesmo com as que não falam, procurando desta forma ajudar também no desenvolvimento motor, no raciocínio e no relacionamento afetivo. Ao utilizar os princípios da Gestalt-Terapia Janie Rhyne relata a sua experiência e as transformações de seus clientes com a aplicação de suas técnicas de fazer arte. Escreve o livro “The Gestal Art Experience”[3] que mostra a possibilidade de o indivíduo promover o contato com os conflitos e reorganizar as próprias percepções através da arte. Natalie Rogers, filha de Carl Roger sem 1974 aplica os princípios da teoria centrada na pessoa junto ao trabalho expressivo como pintura, modelagem expressão corporal, teatro, dança, música, poesia e mímica. Ela demonstra que a expressão deve ser verbalizada e compreendida pelo próprio paciente e não interpretada pelo terapeuta. Denomina este trabalho de Conexão Criativa.
Na década de 1980 essa abordagem foi trazida ao Brasil por Selma Ciornai, psicoterapeuta Gestáltica com formação em Arteterapia em Israel e nos Estados Unidos. Foi ela quem criou e desenvolveu em São Paulo, o curso de Arteterapia no Instituto Sedes Sapientiae. Outras teorias mais recentes vêm fundamentando a Arteterapia, como o psicodrama de Moreno, as linhas humanistas, sistêmica e transpessoal. A Arteterapia, sem sombra de dúvida contribui ascendentemente para que o homem do século XXI possa adquirir maior qualidade de vida.
Texto extraído da Pesquisa científica “Arteterapia como Coadjuvante no Tratamento dos Transtornos Mentais/2012.
Autoria de Monica Abete – Arteterapeuta e psicopedagoga no Instituto Evoluir



terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

A arteterapia é para todos

A arteterapia é para todos e oferece uma variedade de benefícios, focados na necessidade e nas questões de cada pessoa. Abaixo estão as dez principais razões que farão com que você considere a arteterapia como uma ferramenta válida para a manutenção da sua saúde mental, física e emocional.

A arteterapia permite que as pessoas representem visualmente os seus sentimentos, o que pode auxiliá-las a encará-los e trabalhar com eles.
Oferecendo um ambiente acolhedor, a arteterapia pode ajudar a ancorar as pessoas às suas realidades, enfatizando o momento presente.
Ela pode ajudar a aliviar o estresse que algumas pessoas sentem quando tentam falar sobre seus sentimentos, permitindo que elas os expressem e lidem com eles.
A arteterapia pode ser adaptada a qualquer pessoa, usando um vasto repertório de técnicas, incluindo argila, pintura, desenho, etc., o que a torna extremamente versátil.
A expressão criativa, mesmo para quem não esteja experimentando dificuldades pessoais, pode ser muito recompensadora, inspiradora e purificadora.


Não existe “certo” ou “errado” na arteterapia. Você desenha, pinta, esculpe ou projeta aquilo que você sente.
Largamente reconhecida por seus benefícios, a arteterapia é atualmente aplicada em vários campos, incluindo saúde mental, reabilitação, situações médicas ou educacionais, e como meio de comunicação na vida cotidiana.
Em um contexto de reabilitação, a arteterapia pode melhorar muita a coordenação viso-motora, a consciência corporal, o equilíbrio e o controle do corpo.
Quando utilizada com crianças com transtornos comportamentais, a arteterapia pode ser um método de tratamento não invasivo e livre de medicações.
A arteterapia pode ser integrada facilmente na vida cotidiana e é, na verdade, praticada por todos diariamente, sem que se tenha consciência disso.
Devido à sua flexibilidade, versatilidade e acessibilidade, a arteterapia é uma ferramenta incrível que pode ser utilizada por pessoas em todos os momentos da vida, e pode realmente proporcionar saúde mental, física e emocional.
Publicado originalmente emhttp://rcasa.wordpress.com/2011/08/18/ten-ways-art-therapy-can-work-for-you/) Tradução: Angelica Rente

Um tempo criativo para pensar, sentir e criar...

"Um tempo criativo para pensar, sentir e criar...
O contato com outras pessoas, parecidas ou diferentes... um instrumento 
próprio para viajar com as cores de sua imaginação ... um voto de confiança 
para a coragem de acreditar na liberdade e na autenticidade e uma gotinha 
suave e necessária de fé em seu próprio valor ."



"A cada dia é mais encantador, surpreendente e poderoso o caminho oferecido 
pela Arteterapia. As imagens mentais que expressam nossas emoções por 
meio das mais diferentes expressões artísticas podem ser, de fato, reveladoras
e transformadoras."



quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

A arteterapia é para todos e oferece uma variedade de benefícios



Focados na necessidade e nas questões de cada pessoa. Abaixo estão as dez principais razões que farão com que você considere a arteterapia como uma ferramenta válida para a manutenção da sua saúde mental, física e emocional.

A arteterapia permite que as pessoas representem visualmente os seus sentimentos, o que pode auxiliá-las a encará-los e trabalhar com eles.

Oferecendo um ambiente acolhedor, a arteterapia pode ajudar a ancorar as pessoas às suas realidades, enfatizando o momento presente.


Ela pode ajudar a aliviar o estresse que algumas pessoas sentem quando tentam falar sobre seus sentimentos, permitindo que elas os expressem e lidem com eles.


A arteterapia pode ser adaptada a qualquer pessoa, usando um vasto repertório de técnicas, incluindo argila, pintura, desenho, etc., o que a torna extremamente versátil.


A expressão criativa, mesmo para quem não esteja experimentando dificuldades pessoais, pode ser muito recompensadora, inspiradora e purificadora.


Não existe “certo” ou “errado” na arteterapia. Você desenha, pinta, esculpe ou projeta aquilo que você sente.


Largamente reconhecida por seus benefícios, a arteterapia é atualmente aplicada em vários campos, incluindo saúde mental, reabilitação, situações médicas ou educacionais, e como meio de comunicação na vida cotidiana.


Em um contexto de reabilitação, a arteterapia pode melhorar muita a coordenação viso-motora, a consciência corporal, o equilíbrio e o controle do corpo.


Quando utilizada com crianças com transtornos comportamentais, a arteterapia pode ser um método de tratamento não invasivo e livre de medicações.


A arteterapia pode ser integrada facilmente na vida cotidiana e é, na verdade, praticada por todos diariamente, sem que se tenha consciência disso.


Devido à sua flexibilidade, versatilidade e acessibilidade, a arteterapia é uma ferramenta incrível que pode ser utilizada por pessoas em todos os momentos da vida, e pode realmente proporcionar saúde mental, física e emocional.


Publicado originalmente em http://rcasa.wordpress.com/2011/08/18/ten-ways-art-therapy-can-work-for-you/) Tradução: Angelica Rente

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Criatividade e Cérebro: Arteterapia já está no Código Brasileiro de Ocupaç...

Criatividade e Cérebro: Arteterapia já está no Código Brasileiro de Ocupaç...: A Arteterapia já está no CBO - Código Brasileiro de Ocupação! Publicado hoje (31/01/2013), no site do Ministério do Trabalho e Emprego,
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Arteterapia já está no Código Brasileiro de Ocupação


A Arteterapia já está no CBO - Código Brasileiro de Ocupação! 

Publicado hoje (31/01/2013), no site do Ministério do Trabalho e Emprego, é um motivo de grande alegria para todos nós, arteterapeutas.


Vejam no linkhttp://www.mtecbo.gov.br/cbosite/pages/pesquisas/BuscaPorTituloResultado.jsf


A descrição que consta no site do CBO é a seguinte:


2263 :: Profissionais das terapias criativas e equoterápicas

Títulos
2263-05 - Musicoterapeuta
2263-10 - Arteterapeuta
2263-15 - Equoterapeuta

Descrição Sumária
Realizam atendimento terapêutico em pacientes, clientes e praticantes utilizando programas, métodos e técnicas específicas de arteterapia, musicoterapia e equoterapia. Atuam na orientação de pacientes, clientes, praticantes, familiares e cuidadores. Desenvolvem programas de prevenção, promoção de saúde e qualidade de vida. Exercem atividades técnico-científicas através da realização de pesquisas, trabalhos específicos, organização e participação em eventos científicos.

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Parabéns aos Conselheiros da União Brasileira das Associações de Arteterapia que trabalharam para que isso acontecesse e continuam incansáveis na busca da profissionalização da Arteterapia.

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 https://www.facebook.com/share/p/18ao4u4vbB/