quarta-feira, 17 de junho de 2015

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Postagem de:http://www.arteterapiaintegrativa.com/

1. Você vai se reconectar com seu espírito brincalhão.

Quando criança todo nós pintávamos e desenhávamos, sem se preocupar com o talento ou qualidade do produto final. Criar é algo espontâneo e autêntico. Reconectar-se com esse espírito lúdico e criativo é relaxante e libertador. Mesmo que você não tenha mais usados os materiais de arte desde os seis anos de idade, você verá que alguns minutos por dia desenhando coisas simples irá desencadear em você umaenergia divertida que pode preencher o restante do seu dia.

2. Você vai se surpreender.

Fazer arte não é um assunto misterioso ou um talento dado por Deus. Apenas alguns minutos de prática diária o levam a fazer novas conexões em seu cérebro e seu corpo. Eu descobri que manter um diário ilustrado me ajuda a desenvolver o hábito criativo e sempre me surpreendo com novas habilidades criativas. E como o seu diário criativo se enche de belos desenhos, você se torna orgulhoso e a cada página, novas ideias para continuar.

3. Você vai ser capaz de controlar o tempo.

Quando fazemos arte o tempo para. Quando você desenha ou pinta o que está ao seu redor, você se concentra e passa vê-lo pelo o que ele é. Em vez de viver em um mundo virtual, você vai estar presente.  Em vez de ter muitos pensamentos murmurando em sua cabeça, você será capaz de parar, para limpar sua mente, para adotar uma respiração profunda e apenas ser. Você não precisa de um mantra ou um guru. Ou um aplicativo. Um lápis de cor já basta.

4. Você vai contar a sua história.

A vida é uma longa sucessão de pequenos momentos. Você precisa parar e aproveitá-los. Ao desenhar as coisas contidas em você e em seu dia-a-dia, você estará fazendo um registro do que você está vivendo e que você está aprendendo. Um desenho, uma frase, uma mancha de tinta em um diário criativo transforma os momentos em algo significativo. Com o tempo, você vai construir um livro de memórias - um registro verdadeiro do que é importante em sua vida.

5. Você vai abrir mão do perfeccionismo.

Muitas pessoas são tentadas a evitar fazer coisas que não podem fazer bem. Mas a criatividade é sobre tudo uma tomada de riscos em fazer coisas novas - coisas que não podem revelar-se exatamente como havíamos planejado. Fazer arte pode ajudá-lo a evitar as limitações do perfeccionismo e aprender apreciar os “erros”. Você aprende a ver os "erros" como lições e oportunidades para a improvisação. Muitas vezes, uma linha vacilante ou um respingo de tinta pode transformar um esboço em um trabalho expressivo de arte. Aprenda a deixar ir, fluir e descobrir com a arte.

6. Você vai se reconectar com sua criança interior.

Convoque sua criança interior para divertir-se ao desenhar com giz de cera, têmpera, pastéis e pinturas de dedo. Convide a criança interior para uma brincadeira. Quando criança, damos a devida atenção as nossas brincadeiras, as fazemos com seriedade e de coração.  Conte uma história, veja como vai sua imaginação. Por alguns minutos, seja novamente uma criança.

7. Você vai perceber que o mundo não é perfeito.

Mas é bonito. E as coisas mais bonitas têm caráter e experiências construídas em si mesmas. Há muito para aprender e apreciar em uma caneca lascada, uma maçã comida pela metade, um folha caída no chão, em um traço torto. Fazer arte irá mostrar-lhe o quanto você já têm. Seus verdadeiros tesouros. 

8. Você vai criar memórias.

Quando você desenha, você melhorar a sua memória. Por abrandar e observar com cuidado, você criar registros mais profundos e mais vívidos de tudo o que o rodeia. Faça da criatividade um hábito, e sua capacidade de evocar o passado e apreciá-lo mais uma vez, irá crescer.

9. Você vai se livrar do tédio.

Você nunca mais ficará entediado Todo dia é cheio temo momentos ociosos entre as atividades. À espera no consultório do médico, na fila do banco. Em vez de vagar pelos aplicativos do seu telefone, você vai fazer uma obra de arte. Cada minuto do seu dia terá novas cores. Faça valer a pena.

10. Você vai compartilhar sua arte.

Incentivo você a postar seus trabalhos online, usando a #ateterapiaintegrativa. Na primeira vez pode parecer assustador apresentar seu trabalho para estranhos comentarem, mas, se você encontrar uma comunidade de apoio e incentivo, o seu estímulo para arte irá crescer. E as ligações que formam com outras pessoas no mesmo processo de descoberta são profundas e afetivas.  Partilhe seu diário criativo e suas histórias de sua vida. O que poderia ser mais bonito?



sábado, 16 de maio de 2015

Como a arte pode curar a alma

Como a arte pode curar a alma

 por Hogga em Arte Terapia
Em nossa experiência almas podem não ser refletidas diretamente em nossas vidas. Nossos sentimentos devem refletir as nossas experiências diárias diretamente. No entanto, há pessoas que se deparam com problemas com seus sentimentos. Isso às vezes leva a complicações mentais. Para viver uma boa vida, você precisa ser livre de estresse. Você precisa de sua calma alma para viver uma vida confortável. Vejamos como a arte pode curar a alma e libertá-lo da angústia.
Arte terapia é uma arte que usa a criatividade para curar problemas emocionais. Ele pode ser um meio poderoso de transformação emocional já que você é capaz de produzir pinturas visuais estimulantes em sua mente e traduzi-los em realidade. É através deste que você começa mentes inovadoras que produzem boa música, filmes interessantes e filmes, poemas e outras artes expressivas.
Por exemplo, a música como uma arte pode ser um bom elemento de arte-terapia.
 No Quênia, há um famoso ditado que a música limpa a alma. Você pode se perguntar como a música como uma arte pode curar a alma. Na verdade ele faz, quando você se sentir angustiado e ouvir música suave, ajuda-lo a recuperar o seu espírito e de alguma forma, o estresse desaparece. Você vai encontrar-se cantando junto com a música, a dança ou acenando para a música, batendo palmas e assim por diante. Isso é um sinal de que a música que você está ouvindo tem algum efeito sobre a sua alma. Existem diferentes gêneros de música e você sempre pode escolher o que melhor lhe convier. Há música, você pode ouvir quando você está triste e lentamente a recuperar o seu humor, música para ouvir quando está com raiva e eles te acalmar. Isto prova que a música é uma forma de arte-terapia e cura a alma.
Mesmo que muitas pessoas consideram a música para fazer parte da poesia, não abranger o conjunto da poesia. Poesia como uma arte pode curar a alma também. Poemas são uma forma de arte expressiva que se encontra interessante ouvir ou ler. Quando o espírito está baixo, você pode levar tempo e participar de exposições poema. Com certeza você vai ser capaz de concordar que haverá uma mudança no seu espírito uma vez que você sair da exposição. Só uma mente criativa pode escrever um bom poema. Portanto, isso significa que quando você ler ou ouvir alguém recitar um poema, você está realmente ficando um vislumbre da criatividade no poema. A poesia é uma forma de poesia arte que abre sua mente e cura sua alma.

ARTE-TERAPIA DO BEM: LIVROS DE COLORIR:



Psicólogo explica sobre como essa prática, auxilia e alivia
 o estresse e a ansiedade, como também dos benefícios
 para a Terceira Idade. Os livros para colorir chegaram
 ao Brasil em dezembro de 2014 e já se tornaram febre 
entre os adultos. Segundo o psicólogo Agostinho Capolari 
afirma que a prática de pintar os livros já é aplicada em
 tratamento de pessoas ansiosas."Nós usamos em pessoas
 mais ansiosas livros como esses, quebra-cabeça com
 500 peças, existem vários [procedimentos]. Agostinho
 explica que essa prática também é importante para pessoas
 da terceira idade. "Elas melhoram o raciocínio e ainda ajudam
 no início do tratamento do Alzheimer."
Além de todos esses benefícios, o psicólogo destaca que o livro
 ainda é nostálgico, porque ajuda a relembrar a época de infância,
 o que traz bem estar aos adultos, ele ainda explica o motivo de
 tamanho sucesso. "Você é obrigado ativar várias zonas
 diferentes do cérebro”. É como se você fizesse um exercício mental.
 Exercícios para o cérebro. Então você aciona novas conexões,
 e isso é que gera esse benefício todo.”.
Arteterapia ajuda a superar doença
07/05/2015
FABIANE LEITE e BERTA MARCHIORI
Folha de São Paulo - 06/072003
Estudos mostram que essa prática ajuda a
aliviar a ansiedade
e a aumentar a autoconfiança
dos pacientes


A arte é "uma fada que transmuta", escreveu Manuel Bandeira,
"e transfigura o mau destino." A capacidade transformadora
e terapêutica da pintura, escrita, música, dança e
outras são propagadas também na medicina e psicologia.
Mas faltava base científica para sustentar o discurso.
O assunto foi acolhido no último Congresso Mundial de Psiquiatria,
em 2002, e estudos mais amplos já o investigam.

Os primeiros resultados de uma pesquisa inédita realizada
pelo projeto de arte-terapia do Instituto de Psiquiatria (IPq) do
Hospital das Clínicas de São Paulo, por exemplo, dão força à
mensagem do poeta. "A arte-terapia trouxe a melhora de sintomas"
, relata a psiquiatra e arteterapeuta Carmen Lúcia Albuquerque
de Santana, coordenadora do projeto de arte-terapia do IPq.
"Houve transformação do conceito que as pessoas tinham delas
mesmas. Uma mudança de identidade."

Os dados são da avaliação dos 60 pacientes por semana
atendidos no serviço, criado há seis anos.
Os mais antigos foram acompanhados por cinco anos
pela equipe.
A análise final foi realizada por meio de entrevistas.
O estudo, tese de doutorado de Santana, só termina no
próximo ano.
Mas já é possível dizer que por meio da arte pacientes
contornaram dificuldades de comunicação, diminuíram
a ansiedade e aumentaram a autoconfiança.
"Minha timidez diminuiu e meu relacionamento social melhorou.
Estou mais calmo e brigo menos, respondo menos.
Eu não abria a boca e agora consigo conversar,
até aconselho meus colegas", relatou um dos adolescentes
de 13 a 17 anos avaliados em outro estudo qualitativo feito
no IPq, com 16 pacientes depressivos, coordenado pela
psicóloga Marilia Yokota.

Segundo ela, todos recebiam medicação havia dois anos,
mas a melhora não era suficiente -sobravam sintomas e
sua adaptação social era considerada insatisfatória até
começarem a arte-terapia. "Não há paciente que não se
beneficie", afirma Santana.
"Sinto tudo de feliz", diz Michelli Aparecida Pereira, 12,
que faz arteterapia na AACD (Associação de Assistência
à Criança Deficiente) de São Paulo.

A idéia e a prática não são novas. Freud estabeleceu as
bases da arte-terapia no início do século passado, ao
ver na arte uma forma de expressão do inconsciente.
Jung iniciou a aplicação da arte como terapia.
No Brasil, Osório César, no Hospital do Juqueri,
de São Paulo, e Nise da Silveira, no Centro Psiquiátrico
D. Pedro II, no Rio, desenvolveram uma série de experiências
com pacientes psiquiátricos, como explica o livro "A Arte Cura?",
coordenado pela psicóloga Maria Margarida de Carvalho.

Terapeuta é essencial

"Pessoas com problemas emocionais muitas vezes não
têm palavras para expressá-los. A expressão artística provê
essa possibilidade. Se fazem um desenho, conseguem
comunicar um estado da alma.
É um fio que ajuda a entrar em contato", explica a psicóloga e
arteterapeuta Selma Ciornai, fundadora e
coordenadora do curso de especialização em
arteterapia do Instituto Sedes Sapientiae de São Paulo.

A arte é o mediador que coloca em contato paciente
e psicoterapeuta. É esse profissional a essência dessa
prática terapêutica. Ajudará quem sofre a decodificar símbolos,
gestos, palavras. A linguagem artística é uma ferramenta
no processo, portanto.
Diferentemente da arte-educação, na arte-terapia não
há preocupação específica com a técnica, estética e
conhecimento de movimentos artísticos. Arte-terapia
também não tem nada a ver com terapia ocupacional
-em que a atividade em si é o foco: por exemplo,
um determinado trabalho manual que favoreça
a recuperação do membro.

Ciornai explica possíveis desdobramentos do processo criativo.
"Quem sofre de depressão tem a sensação de que não há saída.
Na hora em que cria, há uma repercussão: quem cria na arte,
cria na vida", afirma.
"Expressão artística não serve só para liberar o que está doendo,
mas também para soltar fantasias e utopias, a possibilidade de
uma vida diferente."

A psicóloga e arte-terapeuta Mônica Guttmann, 40,
estimula seus pacientes a criar histórias.
Por meio da maneira como ele constrói a
narrativa e segundo os símbolos usados é
possível conhecê-lo, diz.
É na história que surgem indicações de caminhos
para resolver o problema.


sábado, 31 de janeiro de 2015

Como se constrói a memória de crianças que vivem em abrigos?

Como se constrói a memória de crianças que vivem em abrigos?

ONG promove atividades que associam literatura à reconstrução do passado de crianças e adolescentes nessas instituições

MARINA SALLES
22/01/2015 08h00 - Atualizado em 22/01/2015 10h50
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álbum_histórias_crianças (Foto: Divulgação/ Instituto Fazer História)



Para o casal Conchita Ferreiro e André Magalhães adotar uma criança mais velha não parecia ser um desafio intransponível. Há um ano e meio, eles acolheram em sua casa a pequena Helena. Na época, a menina tinha quase três anos e trouxe na bagagem algumas lembranças. As melhores delas, segundo a mãe adotiva, estão em um álbum produzido pelo Instituto Fazendo História no abrigo onde a pequena estava. 
“Eu não esperava que fosse receber qualquer registro do passado dela na instituição. Mas aí o pessoal do abrigo nos entregou o álbum que lembra um diário. Tem fotos, legendas e histórias que contam como era a rotina da Helena. Mais legal ainda é que ela reconhece as pessoas, pergunta pelos amigos. Esse vínculo a gente procurou manter”, diz Conchita. O casal leva a filha para visitar o abrigo sempre que possível, e aprendeu a lidar com a história que antecedeu a adoção.

A memória nos abrigos

Isabel Penteado, psicóloga e coordenadora técnica do Instituto Fazendo História, afirma que recuperar a trajetória de crianças e adolescentes abrigados é uma necessidade que hoje começa a ser melhor compreendida: “Antes, chegávamos aos abrigos e a proposta parecia inovadora demais porque se tinha a ideia de que a história deles devia ser apagada. Ainda era muito forte a cultura da revelação. Agora isso é parte de um processo”.

De acordo com a juíza Dora Martins, da Vara da Infância e Juventude de São Paulo, “muitos pais adotivos se equivocam ao achar que adotando uma criança ela vai passar uma borracha na sua vida e ser agradecida para sempre por esse ato de bondade”. “O que a pessoa precisa entender é que cada criança tem sua história. Por mais novinha que seja, ela tem uma história de vida intrauterina, ouviu a voz da mãe, sentiu seu cheiro.”

Isso também vale para os casos em que a história da família biológica é sensível e mais presente. “Como começar um relacionamento se você considera esse filho como algo depreciativo? 'Ah, o filho da craqueira', por exemplo? Quem adota recebe o filho, sua história, e lhe confere um novo significado, sem desrespeitar ou anular o que passou; sem impor qualquer estigma, sem julgá-lo”, diz Dora.

Além disso, só a minoria das crianças que estão em situação de abrigamento é encaminhada para adoção. “A maioria é reinserida na família biológica ou extensa (tios, avós, primos etc) e vive nos abrigos em caráter temporário. A adoção é uma medida excepcional. Outros passam a vida toda nessas instituições e também é importante registrarem suas referências”, afirma Isabel.

No caso de Helena, a memória do abrigo foi se juntando aos poucos com as novas experiências. “No começo, fazíamos mais visitas à instituição porque eu não queria que tivesse um corte brusco entre tudo aquilo que a Helena conhecia e o que ela estava descobrindo com a gente”, diz Conchita. Com o tempo, as visitas foram se tornando menos frequentes, mas o vínculo ainda existe e as histórias permanecem. “Ela gosta de ver o álbum e ainda aproveitamos as dicas que aprendemos com ele. Compramos alguns brinquedos já sabendo que ela gostava de barulho e também sabemos desde aquela época qual a preferência da Helena quanto aos programas de TV. Hoje ela também gosta muito de teatro, tanto de ir assistir como de fazer parte das peças”, diz a mãe.
Fazendo Minha História

A aproximação com os principais interessados na iniciativa se dá por meio dos livros. “A leitura é a porta de entrada para falarmos da nossa própria vida”, afirma a coordenadora da ONG Fazendo História. Dinâmicas de leitura e construção do álbum são feitas por voluntários. Eles são treinados pelo Instituto e acompanham duas crianças ou adolescentes em um mesmo abrigo durante o período de um ano. Ficam uma hora por semana com cada uma delas e nesse tempo leem livros indicados para sua faixa etária e constroem o álbum de recordações.
voluntariado_Fazendo_história (Foto: Divulgação / Instituto Fazer História)
“Lendo um livro, a criança ou adolescente pode despertar para alguma situação pessoal e querer registrar isso no álbum. Também pode falar sobre uma festa que teve na instituição, a visita que recebeu da mãe ou a relação com os amigos.” As formas de expressão são livres e a história vai se construindo apoiada no gosto pela leitura e no conhecimento de outras narrativas.
Além das sessões com os voluntários, os abrigos participantes ganham uma biblioteca com até 300 títulos infanto-juvenis. “Instruímos os funcionários sobre como estimular a leitura, deixar os livros ao alcance das crianças e preservar o acervo.” Isso é feito sem nenhum custo para os abrigos.

Como tinha dois anos e oito meses quando foi adotada, Helena construiu o seu álbum nas sessões do programa Palavra de Bebê, voltado para crianças de 0 a 3 anos. “Nesse caso, trabalhamos somente com voluntários capacitados, seja nas áreas de psicologia, pedagogia ou psicoterapia, porque lidar com os bebês é uma tarefa mais delicada”, afirma Isabel.

O trabalho é acompanhado por dois voluntários dedicados ao mesmo grupo de bebês e são os próprios funcionários do abrigo que dão voz aos pequenos na construção do álbum de histórias. “Nos álbuns, os funcionários carimbam as mãos e os pés das crianças com tinta; colam fotos; colocam datas importantes como o nascimento do primeiro dentinho e escrevem sobre coisas que eles gostam.”

Segundo Conchita, foi no álbum que ela e o marido também descobriram que Helena chegou ao abrigo sem nome. “Lemos ali que ela era chamada de R.N. (recém-nascida) até os seis meses, e que foi durante uma visita de uma juíza da Vara da Infância que ela ganhou o nome. Foi a juíza que escolheu o nome da Helena”, diz a mãe.

No ano passado, a ONG também lançou um projeto para os pais adotivos. “Percebemos que eles sentiam falta de um espaço para compartilhar seus medos e angústias e organizamos a primeira edição do Histórias Cruzadas.” Nos encontros os pais dividem experiências, realizam atividades propostas pelo Instituto e escrevem suas histórias junto com as dos filhos. Conchita e André sempre gostaram de fazer esse exercício em casa. “Desde que a Helena chegou fazemos um álbum nos moldes daquele que ela trouxe do abrigo. Colamos fotos e contamos nossas histórias. Continuamos registrando os passos dela também.”


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