
Blog destinado ao esclarecimento do que é arte terapia e sua aplicações em portadores de necessidades especiais,crianças,idosos. Uso da pintura,desenho,colagem,modelagem,dramatizações,poesia...
domingo, 30 de outubro de 2011
Mentiras veríssimas: Oito dicas que ensinam a contar histórias infantis...
Mentiras veríssimas: Oito dicas que ensinam a contar histórias infantis...: by Telma M. Aprenda a contar histórias para os pequeninos. Ler histórias para uma criança parece ser simples, mas se você não gostar de le...

quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Auto - Estima
A opinião que a criança tem de si mesma está intimamente relacionada com sua capacidade para a aprendizagem e com seu rendimento. O auto-conceito se desenvolve desde muito cedo na relação da criança com os outros.
Os pais atuam como espelhos, que devolvem determinadas imagens ao filho. O afeto é muito parecido com o espelho. Quando demonstro afetividade por alguém, essa pessoa torna-se meu espelho e eu me torno o dela; e refletindo um no sentimento de afeto do outro, desenvolvemos o forte vínculo do amor, essência humana, em matéria de sentimentos.
É nesta interação afetiva que desenvolvemos nossos sentimentos positiva ou negativamente e construímos a nossa auto imagem.
Se os pais estão sempre opinando a partir de uma perspectiva negativa para os filhos, e se estão sempre taxando-os de inúteis e incapazes, ou usando de zombarias e ironias, irá se formando neles uma imagem "pequena" de seu valor. E se com os amigos, na rua e na escola, repetem-se as mesmas relações, teremos uma pessoa com auto - estima baixa e baixo sentimento de auto - avaliação.
Quando a criança tem êxito no que faz - e já falamos sobre a forma de ajudá-las nesse sentido - começa a confiar em suas capacidades. E quanto mais acredita que PODE FAZER, mais consegue.
É importante ensinar à criança que ela pode fazer algumas coisas bem, e que pode ter problemas com outras coisas. E que esperamos que faça o melhor que puder.
Também é uma boa ajuda admitirmos nossos próprios erros ou fracassos. Ela precisa saber que também nós não somos perfeitos : "Sinto muito. Não devia ter gritado. Fiquei o dia todo chateado."
Para ajudá-la a criar bons sentimentos é importante elogiá-la e incentivá-la quando procura fazer alguma coisa, fazendo-a perceber que tem direito de sentir que é "IMPORTANTE", que "pode aprender", que "consegue" e que sua família lhe quer bem e a respeita. O cuidado reside em adequar as tarefas que cabem a cada idade e permitir que ela tente, como colocar o suco no copo (ainda que derrame), a roupa (mesmo do avesso), a jogar objetos no lixo, guardar os brinquedos, as peças do jogo, ajudar na arrumação dos seus livros, fitas de vídeo, enfim, solicitar a ajuda da criança, partilhando com ela pequenos afazeres, vale até aplausos às suas conquistas.
Portanto, estabeleça metas realistas e adequadas a idade de seu filho. Dê-lhe oportunidade de desenvolver-se sem super protegê-lo ou sem pressioná-lo, nem compará-lo com outras crianças.
Assim, ele formará um conceito positivo de si mesmo. E para desenvolver esse sentimento, estimule-o quando ele sentir que não tem condições de realizar algo. Talvez tenha de dizer-lhe : "Claro que você pode. Vamos, vou te ajudar."
Certa vez, como professora da 1a série, trabalhando com crianças de 6 anos e meio e 7 anos, deparei-me com um menino que possuía imensa capacidade intelectual, forte interesse pela literatura e na época já havia lido "Os Lusiadas" (Camões), mas sua coordenação motora global ficara comprometida, apresentando dificuldade para correr, pular, jogar bola, subir em árvores; atividades comuns às crianças desta faixa etária.
Sempre que íamos ao parque da escola, seus olhos brilhavam ao ver os amigos subindo e brincando na goiabeira. Incentivei-o muitas vezes a subir e orientei-o para não temer cair, pois a árvore estava rodeada de areia do parque. Até que certo dia, subi com ele na árvore: "Vamos, eu subo com você." E brincamos juntos. Foi o início de novas experiências para ele. Em outras situações, uma palmadinha no ombro, um sorriso, uma palavra de elogio ou de incentivo de vez em quando, ajuda e muito, a desenvolver na criança sentimentos positivos.
Mas é importante que o elogio seja merecido. Ela sabe quando é sincero. E se for falso, isso fará com que não tente mais! É melhor elogiar o que fez, do que elogiá-la diretamente. "Nossa, que quarto arrumadinho!"... "Gostei de ver como você foi educada com a mãe do Dudu." A criança precisa sentir-se satisfeita consigo mesma paraaprender e para alidar os seus sentimentos.
A teoria de Piaget é ao mesmo tempo compreensiva e útil a todos. Ela oferece uma forma alternativa de se compreender o comporta- mento e o desenvolvimento humano, para aqueles interessados em educação e psicologia.
Não há leis ou fórmulas como na Física ou na Química, mas usar as teorias como recurso pedagógico e educativo e nos leva a descobrir aquelas que são mais úteis à formação da personalidade, que é de grande importância para todos nós, educadores, pois propõe uma reflexão sobre o nosso cotidiano e nossa relação com a criança. Isto é ao meu ver, o apelo da obra de Piaget. Ela vai ao encontro das expectativas de pais e professores preocupados com o desenvolvimento da criança em todos os aspectos da sua personalidade.
Uma série de recomendações consistentes com a teoria de Piaget é apresentada a seguir :
1.) Os pais e professores devem assumir relações de respeito mútuo com as crianças, e
não autoritárias, pelo menos alguma parte do tempo em que permanecem juntos. Os pais podem encorajar as crianças a resolverem problemas por si mesmas e a desenvolverem a autonomia. Pais e professores precisam respeitar as crianças.
2.) Quando a punição às crianças se fizer necessária, ela deve estar baseada na reciprocidade e não na expiação. Por exemplo, o menino que se recusa a arrumar o seu quarto pode ser privado das coisas que estão no quarto. À menina que bate em outras crianças, deve ser negada a interação com outras crianças.
3.) Os professores podem promover a interação social nas salas de aula e encorajar o questionamento e o exame de qualquer problema que pode ser levantado pele criança. Existe valor intelectual em trabalhar com os interesses intelectuais espontâneos da criança e, para o desenvolvimento moral dela, é igualmente valioso lidar com as questões morais espontâneas. Isso cabe também aos pais.
4.) É possível envolver a criança, mesmo a da pré - escola, em discussões de problemas morais. À medida em que ela ouve os argumentos de seus colegas pode experimentar a desequilibraçãocognitiva, que pode conduzir à reorganização de seus conceitos. O conflito cognitivo é necessário para a reestruturação do raciocínio e para o desenvolvimento mental.
5.) Se muitos "educadores" desejassem pensar ao contrário, a responsabilidade, a cooperação e a auto disciplina não podem ser transmitidas à criança autoritáriamente. Tais conceitos devem ser construídos por ela a partir de suas próprias experiências, para o quê as relações de respeito mútuo são essenciais. Pais e professores são os que, em geral, organizam o meio social ao qual a criança se adapta e a partir do qual ela aprende. É discutível a idéia de que a criança pode desenvolver os conceitos de justiça, baseados na cooperação, em um ambiente cujo o sentido de justiça tenha por base apenas a autoridade.
6.) A privação ou punição através do afeto é prejudicial para a criança, pois provoca baixa auto - estima e sentimento de culpa. Por isso não se deve dizer : "Mamãe está TRISTE com você ..." A ameaça usando o afeto é doloroso demais para ela.
A criança com auto - conceito positivo oferece contribuições significativas e valiosas para o grupo e para a própria formação.
Sem auto - estima, difícilmente a criança enfrentará seus aspectos mais desfavoráveis e as eventuais manifestações externas. Já a criança com auto - conceito positivo parece mais ativa; tem facilidade em fazer amigos, tem senso de humor, participa de discusões e projetos, lida melhor com o erro, sente orgulho por contribuir e é mais feliz, confiante, alegre e afetiva.
Neste sentido, os sentimentos devem ser tão bem demonstrados quanto são ensinados. Este é o segredo para um bom começo de vida. Ensinará a criança a enfrentar a vida. O orgulho, quando não é excessivo, contribui para o desenvolvimento da auto - estima.
E convém relembrar que a auto - estima mantém uma estreita relação com a MOTIVAÇÃO ou o interesse da criança.
Maria do Rosário S. de Souza Psicopedagoga - Campinas /SP
http://www.saudevidaonline.com.br/artigo57.htm
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
COMO INTERPRETAR OS DESENHOS DAS CRIANÇAS
O desenho pode ser, na infância, um canal de comunicação da criança e seu mundo exterior
Segundo os psicólogos da Unidade de Desenvolvimento Psicológico e Educativo de San Salvador, por ética, só uma pessoa especializada, como alguns psicólogos, pode interpretar os desenhos, seguindo protocolos estabelecidos para esse fim.
O especialista deve levar em conta a condição biográfica e familiar da pessoa que desenhou, bem como sua história pessoal, que servirá como marco de referência de quem está fazendo o desenho. Além disso, é necessário levar em conta que um desenho é importante, mas não define tudo. É uma expressão de sentimentos e de desejos que podem ajudar a saber, por exemplo, como se sente a criança a respeito da sua família, sua escola, etc.
Através dos desenhos das crianças, pode-se observar detalhes que para uma pessoa adulta pode passar despercebido. O desenho pode ser, na infância, um canal de comunicação entre a criança e seu mundo exterior. A primeira porta que a criança abre o seu interior.
Formas de interpretação do desenho infantil
Existem algumas pistas que podem orientar os pais sobre o que diz o desenho do seu filho. No entanto, são puramente orientações. Segundo a especialista canadense, Nicole Bédard, o desenho diz muitas coisas. Exemplos:
Posição do desenho – Todo desenho na parte superior do papel, está relacionado com a cabeça, o intelecto, a imaginação, a curiosidade e o desejo de descobrir coisas novas. A parte inferior do papel nos informa sobre as necessidades físicas e materiais que pode ter a criança. O lado esquerdo indica pensamentos que giram em torno ao passado, enquanto o lado direito, ao futuro. Se o desenho se situa no centro do papel, representa o momento atual.
Dimensões do desenho - Os desenhos com formas grandes mostram certa segurança, enquanto os de formas pequenas parecem ser feitas por crianças que normalmente precisam de pouco espaço para se expressar. Podem também sugerir uma criança reflexiva, ou com falta de confiança.
Traços do desenho - Os contínuos, sem interrupções, parecem denotar um espírito dócil, enquanto o apagado ou falhado, pode revelar uma criança um pouco insegura e impulsiva.
A pressão do desenho - Uma boa pressão indica entusiasmo e vontade. Quanto mais forte seja o desenho, mais agressividade existirá, enquanto as mais superficiais demonstra falta de vontade ou fadiga física.
As cores do desenho – O vermelho representa a vida, o ardor, o ativo; o amarelo, a curiosidade e alegria de viver; o laranja, necessidade de contato social e público, impaciência; o azul, a paz e a tranquilidade; o verde, certa maturidade, sensibilidade e intuição; o negro representa o inconsciente; o marrom, a segurança e planejamento. É necessário acrescentar que o desenho de uma só cor, pode denotar preguiça ou falta de motivação.
Esses tipos de interpretação, são apenas uma pincelada dentro do grande mundo que é o desenho infantil. Não devemos generalizá-los. Cada criança é um mundo, assim como as regras de interpretação do desenho infantil. Se alguma coisa te preocupa no seu filho, e se for necessário, busque um especialista.
Publicação de:http://br.guiainfantil.comdomingo, 16 de outubro de 2011
Japonega: Arteterapia, um tratamento feito pela criatividade...
Japonega: Arteterapia, um tratamento feito pela criatividade...: Confira matéria publicado no caderno de Saúde do Jornal O Dia na última sexta-feira (25). Arteterapia, um tratamento feito pela criativ...
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
A importância de estimular a arte na criança.
imagens Google
O desenho tem papel fundamental na formação do conhecimento e requer grande consideração no sentido de valorizar desde o início da vida da criança, considerando a bagagem que trás de casa, assim como seu próprio dia-a-dia.
O ato de desenhar deve ser considerado um fator essencial no processo do desenvolvimento da linguagem, bem como uma espécie de documento que registra a evolução da criança.
A criança ao desenhar desenvolve a auto-expressão e atua de forma afetiva com o mundo, opinando, criticando, sugerindo, através da utilização das cores, formas, tamanhos, símbolos, entre outros.
É de ressaltar que o professor deve oferecer para seu aluno a maior diversificação possível de materiais, fornecendo suportes, técnicas, bem como desafios que venham favorecer o crescimento de seu aluno, além de ter consciência de que um ambiente estimulante depende desses fatores colocados, permitindo a exploração de novos conhecimentos.
Partindo do pressuposto de que não são oferecidos tais suportes, a tendência é que o aluno bloqueie sua criatividade, visto que não lhe foram oferecidas tais condições.
A importância de valorizar o desenho desde o início da vida da criança se dá pelo fato da necessidade que o universo infantil tem em ser estimulado, desafiado, confrontado de forma que venha enriquecer as próprias experiências da criança.
Valorizando a arte, ou seja, o desenho na escola, o professor estará levando o aluno a se interessar pelas produções que são realizadas por ele mesmo e por seus colegas, bem como por diversas obras consideradas artísticas a nível regional, nacional e internacional.
Enquanto mediador do conhecimento, o professor é essencial para incentivar o aluno, seja ele pelo caminho da arte ou por outra área do conhecimento, oferecendo os melhores suportes, de forma que venha a somar no crescimento e formação do mesmo.
Por Elen Campos Caiado
Graduada em Fonoaudiologia e Pedagogia
Equipe Brasil Escola
O ato de desenhar deve ser considerado um fator essencial no processo do desenvolvimento da linguagem, bem como uma espécie de documento que registra a evolução da criança.
A criança ao desenhar desenvolve a auto-expressão e atua de forma afetiva com o mundo, opinando, criticando, sugerindo, através da utilização das cores, formas, tamanhos, símbolos, entre outros.
É de ressaltar que o professor deve oferecer para seu aluno a maior diversificação possível de materiais, fornecendo suportes, técnicas, bem como desafios que venham favorecer o crescimento de seu aluno, além de ter consciência de que um ambiente estimulante depende desses fatores colocados, permitindo a exploração de novos conhecimentos.
Partindo do pressuposto de que não são oferecidos tais suportes, a tendência é que o aluno bloqueie sua criatividade, visto que não lhe foram oferecidas tais condições.
A importância de valorizar o desenho desde o início da vida da criança se dá pelo fato da necessidade que o universo infantil tem em ser estimulado, desafiado, confrontado de forma que venha enriquecer as próprias experiências da criança.
Valorizando a arte, ou seja, o desenho na escola, o professor estará levando o aluno a se interessar pelas produções que são realizadas por ele mesmo e por seus colegas, bem como por diversas obras consideradas artísticas a nível regional, nacional e internacional.
Enquanto mediador do conhecimento, o professor é essencial para incentivar o aluno, seja ele pelo caminho da arte ou por outra área do conhecimento, oferecendo os melhores suportes, de forma que venha a somar no crescimento e formação do mesmo.
Por Elen Campos Caiado
Graduada em Fonoaudiologia e Pedagogia
Equipe Brasil Escola
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
A arte sem memória
''Posso desenhar algo para você – o que poderia desenhar?'', perguntou Lonni Sue Johnson, mas não esperou uma resposta. Ela desenhou uma linha encaracolada que se tornou uma auréola de cabelo encaracolado em torno do rosto feliz de um homem sentado, esticando uma perna para cima, equilibrando um pássaro grande em seu pé.
Em questão de minutos, ela acrescentou um gato usando um colar, estrelas e um pequeno avião sorridente. ''Gosto desta parte, pois se espera deixar as pessoas felizes’', disse ela, radiante. ''Toda folha de papel é um agrado’'.
Johnson, 61 anos, é uma artista e ilustradora cujo trabalho lúdico, colorido e frequentemente complexo já foi exposto em um amplo conjunto de publicações, como a capa da revista The New Yorker, livros infantis e de mistérios envolvendo assassinato e o jornal The New York Times – até mesmo um livro didático de física.
Tudo isso mudou em dezembro de 2007, quando foi vítima de encefalite viral, uma doença grave que provocou sérios danos em algumas partes de seu cérebro – incluindo o hipocampo, no qual se forma as memórias recentes. Ela sobreviveu, porém lembra-se de poucas coisas de sua vida anteriores à doença.
Apesar disso, ainda é capaz de criar obras, ainda que mais simples e infantis que seu trabalho profissional. Seu caso é raro, dizem especialistas, pois poucos artistas renomados continuam criando após serem acometidos por danos cerebrais graves.
Atualmente, cientistas da Universidade Johns Hopkins esperam que Johnson possa ajuda-los com antigas questões: quais partes do cérebro são necessárias para a criatividade? Com pouco acesso a sua experiência de vida, como um artista cria?
E, como coloca Michael McCloskey, professor de ciência cognitiva em Hopkins, o caso de Johnson ''levanta questões interessantes sobre identidade: neste caso, foi perdida grande parte que torna a pessoa quem ela é – o que resta para a arte?'' ''Contudo, vê-se em sua arte que ela ainda é praticamente a mesma pessoa’', ele continuou. ''Ela não se tornou uma folha em branco. Existe algo sobre a identidade que está desassociado à memória’'.
NYT
Uma pequena exibição das obras de Johnson antes e depois de sua doença foi aberta no dia 17 no Walters Museum, em Baltimore. O site do museu, thewalters.org, inclui um vídeo sobre Johnson.
Apesar de seu trabalho ter mudado, manteve parte de sua essência única, conta Barbara Landau, também professora em Hopkins e envolvida na pesquisa, ''É possível reconhecer que se trata de Lonni Sue’', disse ela. ''Sua personalidade está preservada’'.
Os pesquisadores vieram acompanhando Johnson, testando sua memória e conhecimento, apesar de não possuírem uma hipótese específica. ''É mais parecido com uma história investigativa’', disse Landau. ''Consegue-se uma pista e se segue. Às vezes dá certo e às vezes não’'.
Por sorte, o dano cerebral em Johnson limitou-se a lesões consideradas mais como discretas do que difusas ou penetrantes, dizem os cientistas. Sua perda de memória não foi como a amnésia de filmes e romances: ela sabia quem era e reconheceu sua mãe, Margaret Kennard Johnson, também artista, e sua irmã Aline.
Entretanto, não se lembrava de acontecimentos importantes de sua vida. Ela não sabia que havia sido casada por dez anos e foi necessário lhe contar várias vezes que seu pai havia morrido, apesar de ter sido duas décadas antes da doença.
Sua família a situou com muitos detalhes, então ela sabe que foi artista profissional, que costumava tocar violino, viola, violão e piano e que possuía e pilotava aviões. No entanto, não consegue se lembrar ou descrever episódios específicos de sua vida e se surpreendeu na semana passada, quando sua irmã a lembrou de que havia vivido em uma cobertura com um jardim em Manhattan e que lecionava arte. ''Oh, eu morava? Mesmo?'', disse ela com um grande sorriso. ''Adoro lecionar! Sinto falta disso... Não me lembro, pode me contar mais a respeito? Obrigada por me ajudar a me lembrar do que fazia’'.
NYT
No começo da recuperação de Johnson, ela teve de reaprender a andar, falar e comer, conforme conta sua irmã. Ela não reconhecia o roxo, o preto e o laranja e não conseguia colocar uma caneta sobre o papel.
Mas sua mãe, que havia sido sua mentora, enquanto artista, trouxe-a de volta para a arte. Dois meses depois de ter sido diagnosticada, sua mãe levou um marca-texto verde e desenhou um triângulo; a filha pegou um marca-texto azul e o copiou.
Alguns meses depois, começou a se entusiasmar com caça-palavras e começou a criar seus próprios jogos de palavras e por fim, incorporando ilustrações e brincando com homônimos e trocadilhos.
''A palavra 'plane’ tem a palavra 'plan’ dentro dela e se for acrescentada a letra T, consegue-se a palavra 'planet’'', disse Johnson na semana passada, com uma voz quase que conspiratória, após desenhar um avião.
Sobre lápis, disse ela, ''Amo a palavra 'pencil’. Tem a palavra 'pen’ dentro dela e te deixa pensativo’'.
Esse é outro mistério a ser explorado por cientistas. Johnson possui um vocabulário excepcional – em testes, ela identificou corretamente as palavras 'jacente’, 'equestre’ e 'paquímetro’ – apesar do dano no lóbulo temporal frontal, parte do cérebro considerada um núcleo semântico e associado à comunicação, disse McCloskey. Ela também possui habilidades de percepção visual e espacial extraordinárias, com notas extremamente altas em testes que exigiam que ela identificasse objetos corriqueiros de fotos tiradas de um ângulo incomum – como uma cadeira, vista de baixo.
Quando cientistas lhe pediram para copiar um desenho complexo, desenhou rapidamente uma réplica praticamente perfeita. Só que ela não consegue manter a imagem em sua mente: quando a ilustração foi virada de ponta-cabeça e pediram que ela a desenhasse um tempo depois, havia esquecido completamente o que era.
Em outro exame que suscita mais perguntas acerca da memória, da identidade e da arte, pesquisadores inseriram uma das pinturas de Johnson em uma pilha de cartões postais, mostrando pinturas de artistas famosos e pediram que ela as identificasse.
''Imaginamos se seu conhecimento sobre obras famosas e artistas havia sido poupado, pelo fato de ser muito importante para ela’', disse McCloskey. ''Não foi – com uma exceção clara. Quando ela vê seu próprio trabalho, reconhece imediatamente como seu. Ela disse: 'Esse é meu’''.
Sua nova obra é diferente do seu antigo trabalho com aquarela. Ela desenvolveu seu próprio método para misturar e fundir cores; seu trabalho era conceitual e detalhado, espalhando-se ao longo dos anos. Agora é simples, rápido e mais livre, a lápis, com canetas coloridas, ou ambos; ela termina desenhos em apenas uma sentada. Ela consegue se concentrar naquilo à sua frente, mas uma vez que deixa o desenho de lado, esquece-se daquilo e não volta mais para o trabalho.
Contudo, a obra ainda ostenta sua inconfundível assinatura: a alegre exuberância que caracterizou muitos de seus trabalhos antigos, normalmente ao lado de sua marca registrada de aviões, gatos arteiros, estrelas e luas crescentes.
Ela passa horas do seu dia desenhando e criando complexos jogos de palavras. Ao ser questionada por que gostava de desenhar, ela respondeu: ''É uma linguagem, uma linguagem visual que pode alcançar pessoas no mundo todo, mesmo que não falem a mesma língua. As memórias voltam e se tem mais ideias... É um jeito adorável de compartilhar coisas e entrar em contato com pessoas em todos os lugares deste adorável planeta. Adoro a palavra 'planeta’''. Quando sua mãe lhe pediu para tocar sua viola, ela concordou e tocou uma obra vívida, razoavelmente bem, com um sorriso no rosto. Johnson lhe pediu para tocá-la novamente, ''alegremente’', conforme indicado pelo compositor.
''O que você acabou de tocar?'', sua mãe perguntou. ''Qual é o nome dessa obra?''.
Sua filha olhou para a partitura: Rita Asch, amiga da família, lhe compôs essa obra após ter ficado doente.
''Chama-se, por incrível que pareça’', respondeu Johnson, parecendo confusa, '''Valsa para Lonni Sue’. Por Rita Asch’''.
The New York Times News Service/Syndicate - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito do The New York Times.
Lonni Sue Johnson via The New York Times
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
VOCÊ TEM MEDO DO NOVO?
publicado em :http://www.personare.com.br/revista/identidade/materia/1177/voce-tem-medo-do-novo
de Juliana Garcia
Reconheça seus temores para retomar a sua vida nas mãos
Surpreende, que chega sem ser convidado ou aparece de onde não se espera, o medo do novo e do desconhecido é uma das grandes dificuldades humanas. A possibilidade do novo costuma acionar alarmes, provoca angústia, tira o prumo. O contato do desconhecido desperta muitas vezes a sensação de estar pressionado sem saber direito de onde vem essa pressão. Mas pensando com calma, a gente sabe bem de onde vem: vem de dentro pra fora, vem dos nossos arquivos internos que acabam por acionar o padrão do medo a qualquer pequeno sinal de algo que possa retirar o pleno controle de nossas mãos.
Os arquivos internos que acionam o medo contêm muitas cenas, histórias, aprendizados, apreensões, que relegamos aos cantos escondidos da alma. Quando encontram espaço em nossa distração, esses conteúdos sobem à tona. E como estamos distraídos, acabam por tomar conta de nós e de nossas ações. Por mais irracionais que sejam, nossos medos assumem o controle. Já que nos sentimos tão perdidos naquele instante entregamos o leme ao primeiro que chega. Reflita e você verá com mais clareza quais são os arquivos que despertam esse medo em você. Se for difícil refletir sozinho, já que o medo pode começar a lhe turvar a visão, procure ajuda adequada. A força desses arquivos internos está no fato de serem inacessíveis. Quando são vistos e compreendidos, não precisamos mais cair na armadilha. E mais que isso: podemos curar as antigas feridas.
ONDE ESSA ESTRADA VAI DAR?
O novo, apesar de todo medo que pode despertar, carrega sementes em sua mala de viajante. O desconhecido chega com seu olhar enigmático, mas o que ele trará para nossa vida depende muito da recepção que lhe oferecemos. Ele vem daquela curva da estrada que não sabemos onde vai dar, ao vermos sua silhueta o coração dispara e nesse exato instante podemos ainda escolher que tom terão as nossas batidas: expectativa, raiva, pavor, alegria, curiosidade... Sim, podemos escolher como reagir às novidades que chegam, mesmo que muitas vezes não possamos escolher a hora de sua chegada. As sementes que esse viajante incógnito traz é que tecem a teia da vida, que trazem o colorido inesperado e o ingrediente essencial para os próximos passos a serem dados.
Sem o elemento da novidade não haveria caminhada, nem arte, nem projeto, nem construção, sem o elemento do desconhecido não haveria construção de conhecimento, nem progresso, nem crescimento. A grande certeza da vida, sabe qual é? É que sempre há mudança. Você agora já não é mais o mesmo após os minutos que se passaram durante essa leitura. A água que corre no rio é do mesmo rio, mas já não é mais a mesma água. Somos seres constituídos pela mudança e precisamos aceitar a correnteza da vida, nadando ao seu favor, pois é o novo que nos faz seguir adiante."Somos seres constituídos pela mudança e precisamos aceitar a correnteza da vida, nadando ao seu favor, pois é o novo que nos faz seguir adiante."
Liberte-se das amarras que fazem com que você anseie ficar na falsa proteção do passado, pois não há segurança em não seguir o ritmo natural da vida. É preciso entregar-se ao presente, sem medo e sem necessidade de pleno controle. Só assim, embora pareça contraditório, você pode tomar de fato a vida nas mãos.
Mas se você se preocupa em dominar o desconhecido, em destrinchar todas as possibilidades para então se entregar ao movimento da vida, se o medo em você tem se transformado em extrema racionalidade, compartilho aqui um convite que um dia recebi nas palavras de Clarice Lispector:
terça-feira, 6 de setembro de 2011
“O Garotinho”
texto de E. Bucklev
Uma vez um garotinho foi para a escola. E a escola era bem grande. Mas quando o garotinho viu que podia ir para a sua sala caminhando diretamente da porta lá de fora, ele ficou feliz e a escola não parecia assim tão grande.
Uma manhã, quando o garotinho estava na escola, a professora disse: -"Hoje vamos fazer um desenho!"
-"Boa!", pensou o garotinho.imagem :http://tiadoda.blogspot.com
Ele gostava de desenhar. Ele podia fazer todas as coisas! Leões e tigres, galinhas e vacas, comboios e barcos…
E pegou na caixa de lápis e começou a desenhar. Mas a professora disse: -"Esperem. Ainda não é para começar!"
E ela esperou até que todos estivessem prontos. "Agora", disse a professora, "Nós vamos desenhar flores".
Ele gostava de desenhar flores. E começou a fazer bonitas flores com lápis rosa, laranja e azul. Mas a professora disse:- "Esperem, eu mostro como se faz!" E era vermelha, com uma haste verde.
"Agora!" disse a professora, "Agora podem começar".O garotinho olhou a flor da professora e olhou para a sua. Ele gostava mais da sua flor do que a da professora. Mas ele não disse nada. Ele apenas guardou a sua folha de papel e fez uma flor como a da professora. Era vermelha, com a haste verde.
Outro dia, quando o garotinho chegou à escola, a professora disse: "Hoje nós vamos trabalhar com barro!""Cobras e bonecos, elefantes e ratos, carros e caminhões… E começou a puxar e amassar a bola de barro.
Mas a professora disse: -"Esperem, ainda não é para começar."
E ela esperou até que todos estivessem prontos. -"Agora" disse a professora, "nós vamos fazer um prato."
-"Boa", pensou o garotinho.Ele gostava de fazer pratos. E começou a fazer alguns, de diferentes tamanhos e formas. Mas a professora disse:- "Esperem, eu mostro como se faz um prato." - "Agora", disse a professora, "agora podem começar".
O garotinho olhou para o prato da professora. Então, olhou para o seu. Ele gostava mais do seu do que o da professora. Mas não disse nada. Ele apenas amassou o barro numa grande bola. E fez um prato como a da professora, que era um prato fundo.
Logo o garotinho aprendeu a esperar e a observar. E a fazer coisas como a professora. Logo, não fazia as coisas por si mesmo.
Então aconteceu que o garotinho e sua família mudaram para outra casa, numa outra cidade. E o garotinho teve que ir para outra escola. Essa escola era ainda maior do que a primeira. E não havia porta direta para a sua sala. Ele tinha que subir alguns degraus e seguir por um corredor comprido para chegar à sua sala.
E, justamente no primeiro dia, a professora disse: -"Hoje nós vamos fazer um desenho".
-"Boa", pensou o garotinho.
E esperou pela professora para dizer-lhe o que fazer. Mas ela não disse nada, apenas andou pela sala. Quando se aproximou do garotinho, ela disse: -"Não queres desenhar?"
-"Sim", disse o garotinho. "Mas o que é que eu vou fazer?"
"Eu não sei até que o faças", disse a professora.-"Como faço?", perguntou o garotinho.
-"Da maneira que quiseres!".imagem:http://3.bp.blogspot.com
-"De qualquer cor", disse a professora. -"Se todos fizessem o mesmo desenho e usassem as mesmas cores, como eu poderia saber quem fez o quê e qual era qual!"
E o garotinho começou a fazer flores de todas as cores e gostou da sua nova escola mesmo que não tivesse uma porta direta para a rua!
E o garotinho começou a fazer flores de todas as cores e gostou da sua nova escola mesmo que não tivesse uma porta direta para a rua!
"Criatividade é inventar, experimentar, crescer, correr riscos, quebrar regras, cometer erros, e se divertir." (Mary Lou Cook)
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Recebo sempre atualizações sobre livro abordando o tema da arte terapia,então resolvi compartilhar com vocês. Alguns já li,outros ainda não....
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Já prestou atenção em seus desenhos ou rascunhos corriqueiros? Enquanto você atendendo o telefone, já se pegou fazendo algum tip...