sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Dia novo, esperança maior

"Dia novo, esperança maior.
Que a remessa de alegrias 
por vir seja abundância nas horas.
Que toda sorte de bons pensamentos 
permeie a razão dos instantes.
Quero fazer valer a condição de 
crença bonita que levo.
Quero fazer das certezas, verdades
que contribuam.
Quero ser a transparência de alma
que junta, sempre.
Que o trabalho evolua, que a vontade
de acertar seja missão.
Faço oração pro minuto, e resoluto,
agradeço.
Ao dia, aos amigos, a Deus."
(Dan Cezar)

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Acorda dona moça

Avida passa lá fora
 e você fica aí olhando pra dentro,
 fechada no nada.
 Flores precisam ser coloridas,
 sorrisos precisam ser enfeitados,
 estrelas estão amontoadas num canto esperando para iluminar os beirais das janelas.
 Hoje, uma borboleta comentou que você esqueceu sua aquarela na esquina da praça

 e crianças travessas andaram brincando de pintar vidraças, 
achando que eram cores sem dono, sem casa.
 O que foi que você perdeu,
 que de tão distante seus olhos não veem mais nada?
 O que encontrou pelo caminho que a fez descolorir e cansar de sorrir?
 Quero pintar um coração vermelho em sua boca,
 para que você se recorde de falar de amor,
 quero vaga lumes fazendo morada nas suas pestanas para iluminar seu olhar de flor.
 Vem dona moça,
 o tempo é agora, 
a vida é lá fora e tudo fica sem graça sem sua risada gostosa, 
sem sua mistura de cor."

(Renata Fagundes)

APAIXONE-SE

Apaixone-se definitivamente pelo seu sonho.
O sonho de ninguém deve ser mais apaixonante que o seu.
 
Apaixone-se pelo seu talento, mesmo que seu crítico insista para você escolher realizar outras coisas, mais “convenientes”.


Apaixone-se mais pela sua viagem do que pela chegada a seu destino, pois só a viagem é garantida.


Apaixone-se pelo seu corpo, mesmo que ele esteja fora de forma, pois de “qualquer forma” ele é a única casa que você realmente possui.


Apaixone-se pelas suas memórias mais deliciosas, ninguém pode tirá-las de dentro de você e elas são excelentes fontes de inspiração em momentos de dor.


Apaixone-se pelas besteiras saudáveis que passam por sua mente entre um e outro momento de estresse, elas ajudam a sobreviver.


Apaixone-se pelo sol, ele é fiel, gratuito, absolutamente disponível e dá prazer.


Apaixone-se primeiro por alguém. Não espere alguém se apaixonar antes por você, só por garantia e segurança.


Apaixone-se pela dança da vida, que está sempre em movimento dentro da gente, mas que, por defesa nós teimamos em algemar.


Apaixone-se mais pelo significado das coisas que você conquistar do que pelo seu valor material.


Apaixone-se por suas idéias, mesmo que tenham dito que elas não servem para nada.


Apaixone-se por seus pontos fortes, mesmo que os pontos fracos insistam em ficar em alto relevo no seu cérebro.


Apaixone-se pela idéia de ser verdadeiramente feliz. Felicidade encontra-se de sobra nas prateleiras de seus recursos interiores.


Autoria: Gláucia Daibert

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

No trabalho de arteterapia

“No trabalho de arteterapia, quando a pessoa começa a mexer com materiais de arte, 
ela vai se deliciando com a fluidez de uma cor lentamente se misturando com a outra, com as formas que as pressões de seus dedos vão criando na argila... esses efeitos a
vão fascinando, banhando-a internamente e, sem que se dê conta, vai acalmando o seu
ritmo interno, entrando em outra sintonia... E, nesse sentido, o trabalho com arte é uma
meditação ativa.”
Selma Ciorna





O trabalho artístico é uma forma de resgate e reconstrução interior, onde o processo não te obriga a nada, te deixa livre, apenas te dá uma diretriz, um caminho para chegar mais rápido aonde deve ser trabalhado. O processo é claro e tudo vai sendo trazido à tona, sendo visto de uma forma objetiva e encantadora.





A arteterapia permite que as pessoas representem visualmente os seus sentimentos, o que pode auxiliá-las a encará-los e trabalhar com eles.
Oferecendo um ambiente acolhedor, a arteterapia pode ajudar a ancorar as pessoas às suas realidades, enfatizando o momento presente.



"Ninguém sabe o que é beleza. A ideia de que as pessoas têm a beleza, o próprio conceito de mudança de beleza ao longo da história, juntamente com pretensões filosóficas e desenvolvimento simples do homem no curso de sua vida pessoal. E isso me leva a pensar que, na verdade, a beleza é o símbolo de algo mais. Mas o que exatamente? A beleza é o símbolo da verdade. Eu não quero dizer no sentido de contradição "verdade / mentira", mas no sentido do caminho da verdade, que o homem escolhe " Tarkovsky


sábado, 22 de junho de 2013

Arteterapia e a criança. *

E quando nos faltam as palavras? Quando o som é insuficiente para representar a emoção que sentimos?
A expressão verbal é a que mais usamos, mas ela não é única, nem suficiente para demonstrar aquilo que pensamos. Estamos cercados de outras formas de linguagens: linguagem corporal e uma das mais significativas e belas, a linguagem da arte.
Colocar em forma e cor aquilo que passa em nossa cabeça, que muitas vezes é grande demais, forte demais para que simples palavras as representem, ou ainda quando nosso vocabulário ou compreensão são insuficientes pra dizer.
Se entendermos a arte como forma de demonstrar emoções, fica fácil entender porque é possível se utilizar dessa ferramenta como terapia.
Pensando agora nas crianças, cujo vocabulário ou compreensão de certas emoções não é suficiente para expressar-se, a arte facilitará essa comunicação. A criança possui uma sensibilidade aflorada e a maneira como se expressam e brincam, permite que o contato com a linguagem artística exponha seus medos e inseguranças de forma leve e lúdica. A arte e principalmente a arteterapia permite um falar sem voz, sem som. Pois nem sempre a criança precisa falar abertamente de seu conflito, nem sempre ela quer, ou consegue falar. Quando acontece algo com ela, há uma percepção, sente-se incomodada, mas não sabe exatamente que sensação é essa. Se a magoa for com alguém próximo, como o pai e a mãe, por exemplo, uma boa dose de culpa vai deixá-la ainda pior.
Em um setting terapêutico acolhedor, que inspire confiança e respeite as possibilidades, os dramas e segredos começam a tomar forma, oferecendo técnicas e suporte para o acesso as suas emoções, um meio de expressá-la e posteriormente entende-las. Por exemplo, fomos ensinados a engolir nossa raiva, pois é feio senti-la, mas esse é um sentimento como qualquer outro e fingir que não o sentimos só vai nos deixar pior. O que é preciso é criar um caminho, uma válvula de escape para que esses sentimentos “ruins”, não se tornem destrutivos. A maneira de externá-los que é importante e não guardá-lo, fingir que ele não existe.
Expressando emoções por imagem a crianças, assim como qualquer pessoa, permite que conheçamos mais a nosso respeito.
*Artigo publicado na revista Tudo Mesmo – Ano I – Ed. 006 – Junho 2010

“Temos a arte para que a realidade não nos mate” *
Já dizia Nietzsche
A arte sempre manifestou os sentimentos dos homens em todas as épocas e sociedades. Alguns a usam como forma de expressão, outros como forma de relaxar ou um mesmo um hobbie. Afinal, arte é um produto fundamental á espécie humana, não é secundário.
Mas poucos conhecem a Arteterapia, um processo terapêutico que utiliza os recursos artísticos possibilitando a conexão entre o mundo interno e externo do indivíduo. Carl Gustav Jung que desenvolveu a Psicologia Analítica utilizava a arte em sua terapia como forma de integrar a personalidade. Ele dizia que: “A arte é a expressão mais pura que há para a demonstração do inconsciente de cada um. É a liberdade de expressão, é sensibilidade, criatividade, é vida.” (Jung, 1920), pois a arte permite um contato interno, uma viagem ao nosso intimo, um conhecimento maior e uma tomada de consciência, afinal ela parte do estímulo à expressão, do desenvolvimento da criatividade e da análise dos símbolos, o que permite a liberação de emoções, com o uso de diferentes expressões artísticas.
A atividade artística exige de seu criador um constante diálogo entre inspiração, elaboração e execução. No processo artetapêutico, não há feio ou bonito, certo ou errado, não há tempo, apenas símbolos que vem à tona com um trabalho desenvolvido em um ambiente tranqüilo, em um setting terapêutico. Os símbolos que emergem no processo arteterapêutico permitem a reorganização, uma transformação da libido, pois os conteúdos antes inconscientes passam a integrar a consciência de forma ampliada.
Sem exageros: uma terapia democrática capaz de desinibir os mais resistentes
*Artigo publicado na revista Tudo Mesmo – Ano I – Ed. 005 – Junho 2010

sexta-feira, 31 de maio de 2013

O Arteterapeuta deve:

_Ser acolhedor.
_Buscar as razões do outro e propor atividades relacionadas a seu processo.
_Aproveitar a carga emocional e os conteúdos que lhe são trazidos.
_Propor atividades de sensibilização.
_Estar atento e buscar captar a essência da pessoa em seus trabalhos.
_Buscar a quebra padrões estereotipados para que emerja o criativo.
_Estar preparado para acompanhar e dar suporte emocional.
_Estar preparado para ajudar na superação de obstáculos.
_Estar preparado para entender os conteúdos comunicados pelos símbolos que figuram nos trabalhos.
_Ser cúmplice e parceiro nesta caminhada.



Ser arteterapeuta é reconhecer a sintonia e a sincronicidade entre os processos criativos e os processos de vida.

domingo, 28 de abril de 2013

Arteterapia


"A arteterapia não é mero entretenimento, mas sim uma forma de linguagem que permite à pessoa comunicar-se com os outros. Desse modo, possibilita não só a liberdade de expressão, mas também sustenta a autonomia criativa, ampliando seu conhecimento sobre o mundo e proporcionando seu desenvolvimento tanto emocional, como social". (VALLADARES, 2003; 2004; VALLADARES & CARVALHO, 2005).

Trabalhando a criatividade, dando forma, cor, expressão aos sentimentos enumerados, conexões são feitas e novos significados podem ser atribuídos a velhas situações vividas em que ocorreram. A arte devolve a liberdade à alma aprisionada pelo vazio, pelo medo, ou ainda pelos sentimentos não nomeados, e leva à concretização dos anseios das necessidades interiores do ser humano”. (ARCURI, 2004 p.21).

sábado, 20 de abril de 2013

O que é que faz você feliz?


A lua, a praia o mar?
Uma rua, passear?
Um doce, uma dança, um beijo?
Ou goiaba com queijo?
Afinal, o que faz você feliz?
Chocolate, paixão, dormir cedo?
Acordar tarde, arroz com feijão, matar a saudade?
O aumento, a casa, o carro que você sempre quis?
Ou são sonhos que te fazem feliz?
Dormir na rede, matar a sede, ler ou viver um romance?
O que faz você feliz?
Um lápis, uma letra, uma conversa boa?
Um cafuné, café com leite, rir à toa?
Um pássaro, um parque, um chafariz?
Ou será um choro que te faz feliz?
A pausa pra pensar, sentir o vento, esquecer o tempo?
O céu, o sol, um som, a pessoa ou o lugar?
Agora me diz… O que faz você feliz?
Abrir a janela, comer na panela?
Viajar pela rua, o mundo da lua?
Ensaiar o passo, correr para o abraço?
Ou é andar descalço que faz você feliz?
Será que é cuidar da gente, cuidar do planeta?
Fazer diferente, fazer melhor?
Ficar na cama (só mais um pouquinho!)?
Comer um bolinho, fazer um carinho?
Se espreguiçar?
É isso que faz você feliz?
Ou é adivinhar desejo, estalinho de beijo?
Amar de paixão, arroz com feijão?
Uma bela salada, miolo de pão?
Talvez a macarronada, brincar de nada?
Fazer de tudo, fazer o que você sempre quis?
Me diz: o que faz você feliz?
Arnaldo Antunes

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