sábado, 18 de setembro de 2010

A Arte de viver melhor

Após os 60 anos, a expressão artística costuma aflorar e deve ser estimulada. Médicos atestam que pintar, esculpir, dançar, cantar, interpretar... pode ser um ótimo remédio para manter o corpo e a mente sãos.



ARTE É A EXPRESSÃO MAIS PURA QUE HÁ PARA A DEMONSTRAÇÃO DO INCONSCIENTE DE CADA UM. É A LIBERDADE DE EXPRESSÃO, É SENSIBILIDADE, CRIATIVIDADE, É VIDA


CARL GUSTAV JUNG (1875-1961), PSIQUIATRA SUÍÇO, FUNDADOR DA PSICOLOGIA ANALÍTICA
Imagine poder passar horas se dedicando à atividade que mais lhe dá prazer... Só este privilégio, garantem os especialistas, já pode proporcionar diversos benefícios à saúde. E, se o passatempo favorecer habilidades artísticas, melhor ainda. “Toda forma de expressão da arte é positiva, tanto do ponto de vista social e intelectual quanto emocional e físico”, garante Milton Luiz Gorzoni, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia e chefe do setor de Geriatria da Santa Casa de São Paulo.



Assim como outras atividades que favorecem a auto-estima e o prazer, a arte funciona como um mecanismo para a prevenção de doenças em geral. “A qualidade de vida é um fator modulador do estado de saúde. Quando as pessoas estão motivadas e felizes, elas adoecem menos”, explica o psiquiatra Jerson Laks (RJ), coordenador do Departamento de Psiquiatria Geriátrica da Associação Brasileira de Psiquiatria.
Na prática, por exigir atenção e concentração, as diversas formas de arte acionam as regiões do cérebro responsáveis por funções cognitivas, tais como percepção, raciocínio e memória. Segundo o psiquiatra Jer son Laks, a atividade estimu la o mecanismo de criatividade e aprendizado, essenciais para fortalecer as conexões entre os neurônios e manter a saúde mental. Além disso, o aperfeiçoamento e a  descoberta de habilidades desenvolvem a coordenação motora, os reflexos e o equilíbrio. “Isso é bom, porque, com o passar dos anos, a pessoa perde a noção da real posição de seu corpo no espaço e os reflexos ficam mais lentos”, afirma o geriatra Clineu Almada Filho, professor de Geriatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Outra vantagem: ao estimular a coordenação, o risco de queda e fraturas é bastante reduzido.

Na opinião do médico Clineu Almada, da Unifesp, os idosos, às vezes, têm dificuldade de expressar suas angústias, e isso acaba sendo feito por meio de uma tela de pintura, do canto, ou da atuação em um palco. Em geral a depressão diminui ou até desaparece quando a pessoa se dedica a uma atividade prazerosa.
“Uma nova ocupação pode melhorar ainda a socialização por facilitar o contato com outras pessoas”, explica Clineu Almada. Para completar, o fato de descobrir talentos escondidos estimula a auto-estima do idoso, que costuma perder a identidade após se aposentar e ver os filhos saírem de casa. “A pessoa se sente valorizada e motivada a fazer projetos para o futuro”, conclui o médico.


Revista Vida e Saúde


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